Velhas estendem roupas nos varais do meu imaginário.
Ouço o badalar de relógios invisíveis.
Mendigos descansam na insignificância do meu sexo.
Uma luz fúcsia se acende no meu cérebro.
Crianças revoltadas escondem facas e sortilégios.
Colunas sustentam meus testículos nas arenas da indiferença.
Senhores de família exageram na dose,
Os pobres não tem opção.
Seguro fiança e uns trocados pro manobrista.
As meninas de nome fácil me despedaçam em mil na constelação perdida dos nossos enganos.
A fuligem entope nossas narinas anuladas em picadas matinais de casos e descasos.
Petrificados na indiferença de fardas incapazes de conter os exageros.
Petrificados em becas mudas que não proliferam justiça.
Petrificados em salas de aula com professores sem lousa.
Os mundos paralelos e matemática complexa congelam os meninos, a moça, senhores de família, eu e você.
Os pobres não tem opção.

que texto maravilhoso esse seu Thiago <3