Sinto o vale dos meus sonhos em silêncio,
uma culpa sem sentido que dobra meus joelhos.
Cinema mudo, dou de cara no abismo,
tem gosto de morte e é não bonito nem feio.
Conto ás horas, pra me ocupar.
Sonhos neutros.
Me arrasto do avesso
quando o mapa do meu inferno eu perco.


Uma dor que engrandece minhas lágrimas
Torna molhada a terra do caminho
Mas é sem coragem o coração sozinho
Que lamenta e deixa pra trás suas vitímas
Perde a vontade vendo a mudança no relógio
Contar minutos é mais inútil que sofrer
Não espere de mim mais nenhum elogio
Estou cansado de me olharem sem me ver
Essas palavras perdidas buscam sentido
Jogadas sem ritmo em cada frase
Hoje, só queria ter tudo e ser infinito
E quem alguém ache bonito esse meu jeito blasé!
Com uma trilha sonora:
http://www.youtube.com/watch?v=4uY3u5eJNSk