18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo
03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo
26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo

Deveria parar de me entupir de café durante o dia…

24/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

É madruga já, madrugada alta, como dizem os antigos, o sono (maldito seja!) me abandonou novamente.
O melhor travesseiro, a cama mais confortável, um disco do Coldplay (estou até apelando) e nada o sono não chega. Meu corpo cansado pede descanso, mas os olhos ficam abertos, a cabeça trabalha, incessante, frenética, caótica. Odeio ter insônia.

O frio não ajuda muito, sinto vontade de me mexer pra espantar essa inhaca de frio, levanto, vou até a cozinha, tomo outro copo de leite (já foram 3) e nada, volto pra cama com a mesma disposição.

Devem ser esses pensamentos ditosos que tenho durante o dia, de milhares de coisas que tenho que fazer, que quero fazer, e o dia não deixa.

Pode ser também essa coisa da castração que o dia dia enfadonho deixa na gente, tudo parece meio repetição, e por isso sentir tesão (pela vida eu digo, não por sexo) é tão estranho quanto um sorriso do Serra.

A insônia é um tipo de sono sem sonho, sem descanso eu acho. Me sinto moralmente cansado, fisicamente cansado e fazer qualquer coisa é impossível. O corpo, cansado, para, os olhos ardem e fica só o cérebro me fudendo o sono, me lembrando dessas coisas idiotas que o sono devia fazer esquecer…

A insônia é um desses parceiros de jogar alguma coisa que sempre ganha de você sabe? Que você continua jogando contra na vã esperança de vencer, mas não tem chances.
Todos os dias eu luto contra a insônia, tem dias que ela, por vencer-me tão facilmente, não vem jogar, mas nos dias que ela vem eu tento de tudo e percebo a derrota só quando a claridade amarelada do dia entra pelas frestas da janela.

Também é meio culpa minha eu acho, tomo coca-cola, bebo muito café, ai a insônia vem e eu não consigo vencer…

As vezes eu penso que deveria parar de me entupir de café durante o dia, mas já me tirei tanto vício, não fumo mais (só as vezes), não bebo mais com a mesma freqüência (quase diária) de antes, não me permito mais as fungadas e outros fumos, não vou abandonar o único vício que me restou, não posso deixá-lo.

Portanto se a culpa da insônia, essa maldita, é do café… bom melhor eu começar a me acostumar, porque suportar o dia sem nenhum vício vai ficar impossível.

Ir ao post original

Em resposta ao Poeta: Dona Inspiração

23/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Essa Dona de saia justa,
me encara todos os dias,
me fascina seu andar e suas pernas.

Me encanta sua ciência inexata,
seus olhares desafiadores,
a imensidão de sua pele.

Dona, me seduz seus segredos,
me incomoda seu cálice.

Os sábios e estudados lhe dedicam vidas.
E eu só vivo cada dia na esperança de suas migalhas.
Me reviro, bebo do meu suor.

E sigo Dona, na esperança de um segundo perdido,
de um ato sísmico que trema meus ossos,
de um beijo de gratidão.

Dona, sei do meu vício,
que cego repito e repito.

Que sem dar conta eu me livro,
numa fração de segundo fugaz,
de seus domínios e me entrego no prazer pleno.

De gozar de uma cria,
minha, não mais sua.
O copo transborda e eu regozijo.

Não sei o nome disso,
mas Dona, não pode ser Inspiração.

Ir ao post original

Nem vem dona Inspiração!

22/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Acordei sem vontade de você Inspiração!
Nem uma linhazinha farei porque você quer!
Vou deixar você ai sozinha, morrendo de inanição!
Hoje, eu vou ficar, olhando a tela branca, sem escrever

Não adianta me enganar, como já fez…
Hoje eu não escrevo nem fudendo sobre nada!
Sem essa de me deixar triste com algo outra vez
Você vai ficar de lado, quieta, calada!

Não sou refém de escrever!
Eu faço porque quero e a hora que querer

Pronto, consegui, fiquei um dia sem você
Vou terminar esse dia sem nada de novo pra falar!
Não vou dizer da minha irritação, nem lamentar
Vou terminar esse dia sem falar de amor, você vai ver

Amanhã, quando vieres novamente Inspiração
Baterá a porta antes, pois não sou seu fantoche!
E se numa hora perdida eu lhe permitir que me toque
Será porque eu quis, e não por sua imposição!

Voltará a tomar o lugar de sempre, secundária
Aqui quem manda são meus dedos dona Inspiração
E só vou jogá-los sobre o teclado se eu quiser!
Na hora que eu deixar, você volta ao meu coração.

E não quero nada desse alivio tosco da hora que terminar!
Que começa assim que termina a angústia por escrever…
Hoje eu vou fechar cadernos, tirar canetas, me controlar
Sou dono sim, das minhas vontades e do meu parco saber!

Sai dona Inspiração, hoje você perdeu
Estou aqui, sentado, e você ri?
Calma será que ainda não percebeu que…
Oh droga, agora que vi… já escrevi…

Ir ao post original

Teorema

Quis fazer da vida um teorema matemático.
Uma equação que a soma dos catetos,
Me dê seus dedos equivocados.

Pensei no Laplace bebendo pinga,
e nos sistemas insolúveis que me deparei.
Dai os corolários e os teoremas.

Bem dizer, quis ver ordem em tudo,
Nos seus bom dias e quando grita na cama.
Botar umas rédeas nesses alfas e betas.

Passei horas encarando Clairaut-Schwarz.
E me senti um delta menor, meio pobre, um tanto mendigo.
Depois de noites cheguei na solução, desses seus olhos de indiferença.

Somatórias me reduzem num átomo aflito,
Dividido, sufocado, viajando em fractais [e nas pernas de boas moças.]
Leibniz, que deixou esse pó vencido, trouxe a mim o entendimento,
Do pensar estranho das garotas sem rosto que eu conheci.

Na impotência do meu intelecto, roubei escritos e sumi na escuridão,
Com vergonha fugi nesses lugares de gente estranha e bebida barata.
Só no calor dos tragos de conhaque e de carinhos ordinários,
que entendi a força dos afetos.

Isso não é um discurso e nem um método,
Descartes com seus sonhos irreais
só me deram chance de ir embora.

Carregando o mistério da vida,
Desordenado entre papeis e breves histórias de amor.
Desiludido entre dias comuns, noites de suor e baixaria.

Ir ao post original

Recordar é viver

03/12/2013 Zumbido Fugaz
Ansiava mesmo em fazer enxergar além do espelho das sombras, óculos, jaquetas de couro e carros...

Começo dos sonhos de um jovem mais velho

22/08/2009 Coletivo - Colunas

Coletivo Zero Dois

E eles pegam seu dinheiro irmãoOk. Pode chamar de “Aluguel de Deus”Gritam seu cântico com paixãoTe vendem um amor que já é seu… É só mais festa,porém menos pão.Mais controle, uma ilusão milenar Que não vai mudar a cada nascer de dia.E ele desmaia antes da aurora chegarUm tempo de mágoa a tempestade atestaNão sabe […]

Leia mais…

17/09/2013 Zumbido Fugaz
mesmo assim ainda é band aid, de um jeito ou de outro de certas peças do destino não da pra fugir.

Cherry

17/05/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Óculos 3D

Um cinema com mais “high-definition”? 3D sem óculos? Plugues e fios de ouro para som cristalino. Qual será a nova? Tua saia mais curta? teu riso de deboche? Revistas ensinam a leva-lo a loucura Revistas de cabeleireiro, um tipo de morte com direito a ressurreição sem santidade. Qual será a nova? Esse sistema de nome […]

Leia mais…

23/05/2013 Sonhos Viciados
Vamos morrer por dentro, lendo notícias policiais com nossos cafés mornos.

Que desejo descontrolado é esse?

17/12/2012 Gritos do Nada

As meninas vão olhar…

As meninas sorriem com a brancura das nuvens Seus olhos brilham e suas mãos suam As meninas se olham, incrédulas e em êxtase Se abraçam, se beijam e começam a gritar As meninas, felizes, caminham como em nuvens Se aproximam do que ainda não podem tocar Olham no vidro seu reflexo e aquilo que desejam Alguns […]

Leia mais…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: