03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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A Pessoa Errada

19/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

E este num vale… Este foi o que postei no dia 12 e o blogger engoliu! Nem é lá essas coisas mas…

Nada parece tão solto…
É tudo bobeira, fala errada
Os risos agora são poucos
E a vida passa apertada

Dessas rimas se faz uma sopa
E jogo rimas e palavras e mais nada
E no calor dos dias chuvosos
Qualquer verdade parece enganada

E nos dias em que se confunde
Verdade e mentira, certo ou errado
Se perde o poder que unge
As respostas com o equivocado

E que serei eu no mundo perdido?
Um riso solto? Piada mal contada?
Sou um pouco do que falo e penso
E percebo que sou sempre a pessoa errada.

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Nos anos 90

18/05/2011 Sonhos Viciados

Nos 90 eu era garoto, numa época que o Maradona já mostrava que ia ficar gordo. Onde eles jogavam com aqueles shortinhos adidas, ainda anos 80. Bem dizer, nunca fui fã de futebol. Na verdade nos anos 90 eu era criança e não era fã de nada. Acredite. Nem dos mamonas e nem dos hits do Raça negra. Nunca tive os brinquedos mais fodas da época e por isso nem de brinquedos era fã.

Chegou uma época que fiquei fã da banheira do Gugu e da loiras do Gera samba, mas ai é sacanagem e acho que tudo mundo é fã de sacanagem, nem sei o que me motivava, ao contrário de alguns amigos, naquela época não entendia muito bem certas coisas, como Kurt Cobain saindo engatinhando do palco aqui no hollywood Rock. Cara, Hollywood Rock e tem gente que ainda faz piada de Pop in Rio.

Nos anos 90 podia fazer propaganda de cigarro então rolou de ver Cowboy fumando na TV e a Formula 1 sustentada pelos caras. Lembro que meu pai era fã de formula 1, acho que ele entendia mais das coisas naquela época. Se bem acho que ele não entendeu a história do Kurt, mas a do Airton ele vibrou. Ele que nem é tão fã de futebol, mas deixava a TV ligada nas noites de quarta. E assim a gente ficava, dois caras pouco fãs de futebol vendo TV. Ele dormia sempre e quando eu ia desligar a TV ele acordava desesperado dizendo: Eu to vendo, eu to vendo. Isso é muito cara de pai e não de anos 90, então desconsiderem isso.

Ah! eu gostava de MTV, minha irmã botou lá em casa, lembro que tinha que ajustar o canal girando um botãozinho na nossa TV mitsubishi de 10 canais. O sinal era ruim, como a programação e por ser tão ruim eu achava o máximo. Minha irmã assistia um programa de reggae lá e era muito foda. E ela comentava sobre um tal de raggamuffin e gravava os clipes mais legais numa fita VHS que que tenho até hoje. Tocava ska naquele programa, mas naquela época eu não entendia muito das coisas. Precisei de mais 6 anos pra reencontrar e entender muita coisa.

Já na infância não era ligado em esportes mas já ralei muito o joelho e os dedos andando de rolemã, lembro no dia que meu pai fez lá na fábrica dele. A fábrica era o lugar que eu muito frequentava e tinha uns figuras engraçados por lá. Lá tinha, o extinto jornal, Notícias Populares, tinha umas gostosas mostrando a bunda e o peito por lá e eu era fã disso.

A infância foi sem motivação, sei que a juventude foi bem mais divertida, os anos 90 correram assim cheio de descobertas, com sabor Fanta Laranja. De garrafa de vidro.

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Ramones e Anos 90… saudades!

Eu não me acostumo
Com as roupas coloridas
Com as girias produzidas

Nem consigo ouvir
As guitarras limpinhas
As vozes tão finas

Me irrita o olhar
E é estranho ver
Esses all star`s limpinhos
Nem rasgados, tão fofinhos

Essa impessoalidade
A falsidade dos abraços
A loucura das bebidas
Tudo bobo e sem sentido

Talvez seja eu o idiota
Pregado nas coisas do passado
Onde cada um era o que era
E ser adolescente era condição passageira

Acho mesmo que é culpa minha
Sentir raiva de adultos sorridentes
Que se acham tão novinhos
Cheios de suas rugas ao sorrir

Acho que sou eu
Com raiva das senhoras mentirosas
Com botox e silicone
Que compram garotos pra desfilar

Perdi a mão eu acho
Num ano novo qualquer em 90
Onde era mais fácil ser “si próprio”
E rículo só seguir

Queria o ano de 91
Onde Nirvana era novidade
Com seus gritos e inconformismo

Hoje o Restart nasce no studio
Filho de um produtor qualquer
E esse garotos são produtos
Jogadas nas prateleiras da TV

Queria que fosse 90
Pra esperar pelo lançamento
Dos Ramones de um disco novo
Que se chamaria Loco Live
E a ultima turnê passaria no Brasil.

Nem queria ser mais garoto novo
Nem queria ter mais o que viver
Queria só um pouco de autenticidade
E ver o mundo, um pouquinho menos chato

Acho que queria anos 90
Pra não ter medo do que dizer
Pra não conhecer a palavra bullyng
E mandar todo mundo se foder

Acho que me perdi de novo
Numa curva qualquer,
da nova garota do Tchan
Num mundo ainda sem ICQ

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Coletivo Um Oito – A anarquia do silêncio

17/05/2011 Coletivo - Colunas

Esse é um blog de poesias baratas então o video está em segundo plano por hoje, mas da um play e lê a parada do dia!

Vou sujar esse mundo!
Vou dizer o que quiser
Vou gritar palavrões pela rua!

Elevar o tom de voz…
Pra dizer coisa atroz
Ao perdido, ao mendigo
Ao povo que entra no trem…

Vou organizar rituais de sexo,
Dançarei nu em dias de garoa.
Mostrarei os dentes e rosnarei,
assim, gratuito [como todo mundo gosta.]

Desconforto é essa vida mimetizada,
desconcertante é encarnar Homero às 6 da manhã
e coragem é assumir que não existe destino. [nem fim]

Irei me conformar em ser inútil,
mas antes darei um pouco de animalidade,
Uma pensão esquizofrênica
Que herdei sem querer.

Beleza, caos e silêncio
Virão junto desse pus amarelado
Que exala desse filho renegado
Silêncio.

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Corvo Laranja!

Ele sentou no meu ombro
Um corvo laranja(!!)
Em silêncio, soturno
Corvo quieto, defunto

Se curva sobre meu peito
Sem me ferir atinge meu coração
Me degrute, me mastiga devagar
Um estorno, um corvo, uma ilusão

Sentei-me, a solução é sentar
Corvo faminto pede mais sangue
Um corvo orange que quer ação

Grasna esse corvo
Grito por socorro
Voa o meu corvo
Do tédio, da solidão

Se seu alimento é meu sangue
Que revolve pulsante do coração
Se é afeto e amor que consome
Volte logo, está pleno meu peito!

Se tivesse medo fugiria
Como fujo do que quero
Se tivesse coragem sorriria
Como sorrio pro meu tédio!

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Recordar é viver

14/04/2014 Gritos do Nada

O dia dia – Um Teco Seco de Mentira

TEN TEN TEN TEN Acorda apressado Curto o tempo na cama Sem curtir tempo de vida E há pouca vida No suspiro cansado No caminho lotado Que é sem sentido […]

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08/03/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Amanhã vai chover

Ficha limpa e rabiscos na parede. As garotas e seus salto-altos. Sua discrição E meus exageros quando bebo. A moça do tempo impecável. Os funerais de domingo. Amanhã vai chover E alagar nossas casas (e nunca lavar a alma) Outro dia de verão. Que tomamos nossas pílulas de sonho Algo faz eu não me esquecer […]

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05/12/2012 Gritos do Nada

Enganar-se

Ele desconfiava dela… Nada sério num primeiro momento, casados a mais de 8 anos, um garoto de 5, ele fingia as vezes não perceber as distrações dela, seu olhar perdido, o sorrisinho no rosto… mas percebia. Ele trabalhava praticamente o dia todo, gerente de loja de sapatos. Ela tinha parado de trabalhar para cuidar do […]

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31/03/2012 Gritos do Nada

O Betão Morreu!

O Betão Morreu! O Betão que não dizia não para as baladas… O Betão das histórias engraçadas… O Betão com as costas arranhadas… O Betão Morreu! O Betão da briga no bar… O Betão que bebia sem parar… O Betão que não queria descansar… O Betão Morreu! O Betão das mulheres sem nome… O Betão […]

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21/09/2012 Zumbido Fugaz

Falsamente felizes

Eles eram um jovem casal, crianças na verdade pois não havia amor, era uma paixão cruel que a fazia chorar e sorrir insanamente fazia os dois se vigiarem sem sombra de confiança tinha somente aquele apego de é meu, de mais ninguém tratando um ao outro como objeto de maior desejo ia a vida feliz […]

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03/03/2012 Coletivo

Coletivo Um Sete – Despretensão Amorosa II

Sem contratos, mas bota aquela meia calça de renda. E vamos pela sorte, pelo risco. Bota aquela saia, a doce equilibrista e eu refém que vou atrás dos teus caminhos. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: