03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Aromas e sombras

14/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

A música do dia: El guincho – Bombay

Noite tem cheiro,
mil nuances diferentes.
Como as tonalidades desses laranjas,
que acompanham cada poste.

E tem as noites de perfume,
como as fragrâncias de mulher
que a gente tem vontade de degustar.

E vagamos pela madrugada com esse desejo.
De devora-lás.

Noite tem cheiro, como as mulheres.
Mas passamos a vida toda fascinados,
sem de fato te-lás.

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Meia dose de veneno

13/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Bom, isso precisa deixar de ser tão impessoal, então a brincadeira é assim, você da play na música e espera uns 30 segundos, porque sempre escrevo pouco e se for rápido não vai ter graça. Escuta a música e lê o post. A música de algum modo tá relacionado com o texto. Foi a música do elevador, era a música da jukebox, era música que a gente sempre ouve, era a música que queria tá ouvindo naquele momento, sei lá algo do tipo.

A de hoje é essa: No Age – Glitter

Não descobri um jeito decente de colocar a música aqui, então vai a versão do blip mesmo por enquanto. Dá play e bora ler…

Infame essa donzela,
que arquiteta contra.

Sempre do contra.
Contra o seu amor,
contra ela mesma.

Estranha essa moça,
com sua fala alta de tão assustada.

Infame essa serpente,
que dá frutas sem critérios.

Injeta o veneno,
estátua de pedra,
ela arquiteta [contra o seu amor.]

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A sombra do sorriso que ela provou…

Percebo que ficou frio de repente
Acho que foi uma brisa qualquer
Que entrou no quarto bagunçado da gente
Onde a noite foi longa e não estamos de pé

E vi que as janelas estavam fechadas
E o frio vinha da gente, como tapas
Sua mão nervosa estava agora parada
E a noite já era a noite passada

O que perdemos nessa noite?
Acho que deixamos pra trás…
Aqueles sonhos de coisas eternas
Nossos olhos de brilho fugaz…

Abracei, tem horas já, o seu corpo
E o calor ainda estava lá…
E agora lembrando ainda sinto o gosto
Quente e macio de tocar…

Sei, vamos ter outras e outras
Virão sim mais noites, quem sabe pra provar
Que o passado, que foi bom, é passado
E os sorrisos que já trocamos não trocamos mais

E no seu rosto ainda vejo o mesmo o rosto
O sentimento é que, eu sei, já mudou
Ainda enxergo a mulher dos meus sonhos
E no fim do meu lábio está a sombra do sorriso
que ela provocou (provou)…

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Adriana Calcanhoto e física quântica

11/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Ela se parece a Adriana Calcanhoto lá no fim dos anos 80. Esse foi o apelido pra moça de rosto delicado, cabelo curtinho, pele branca e sorriso arrebatador que meus amigos lhe deram. Adriana Calcanhoto, realmente se olhar bem parece. Corpo míudo mas ela toma espaço, todos a reconhecem e conhecem, de longe e de perto.

Cuidado no cabelo, na roupa, nada lhe escapa e deve ser por isso que chama tanta atenção. Figura sempre presente nesse lugar de destestáveis, com caras tatuados, moças com roupas sujas e tipos estranhos que só bebem, como eu. Já disse que todos a conhecem, então, seu rosto quase angelical não passa sem arrancar olhares, até das moças. Ainda não sei porque ela sempre aparece, deve ser pra dar uma animada na sua auto-estima. Ela estudou física numa dessas faculdades públicas, mora num apartamento bacana a duas quadras da augusta e sempre tem tempo e dinheiro pra viajar pelo mundo.

Mesmo com a cara de menina não esconde que já deu uma passadinha dos trinta anos e hoje ela veio com uma faixa no cabelo como aquele famoso cartaz da pin-up mostrando o “muque”. Sorridente como sempre, fala com todo mundo. Reconheceu um povo, conversou um pouco com os garçons e logo puxou uma cadeira, sentou na mesa e começou a falar. Ela acha eu e meus amigos pra lá de estranhos mas de algum modo ela gosta de conversar com gente.

Não entendo nada dos filmes que ela assisti e me deixa pra lá intrigado como paga as suas aventuras com seu emprego mediano num laboratório que faz sei lá o que. Bom, no fim não me interessa. Me assusta toda vez que ela chama um suco de laranja, pois é, Adriana Calcanhoto não bebe, mantém sua alimentação repleta de frutas e verduras. Essa Adriana também gosta de samba e MPB.

No fim ela é tão estranha como esses caras tatuados, sei que ela busca abrigo com esses leões sem vontade. Ela é um daqueles olhares de meia idade que me assustam, de algum jeito ela perdeu as esperanças e aflita tenta ser, e se convencer, que todas as bobagens que ela um dia acreditou são possíveis e verdadeiras.

Dou aquelas risadas sem jeito e continuo a beber descontroladamente, estou no grupo dos caras que não quer te comer e nem tem interesse nas suas histórias e isso gera uma atmosfera que intriga essa Adriana Calcanhoto, de roupas modernetes e bem cuidadas. No geral estou pra lá de bêbado e não posso negar que seu bom astral me tira umas boas risadas. No fim tudo fica bem, chega um cara sempre mais estranho que também está no grupo que dos que não quer te comer e ela sai, com seu suco de laranja até outra mesa. Se auto-estimar.

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Recordar é viver

21/01/2014 Gritos do Nada
Eu perdi? Eu não sei... Mas vivi... e você?

Eu perdi?

07/03/2012 Gritos do Nada

Nossa própria eternidade

Eu ia escrever um poema, mesmo! Ia ter que ter rima, métrica Eu tentei escrever um poema E fazer caber nele o que sinto… Dividi as frases, procurei palavras Rimei, refiz, li e reli… Terminei e ele era bom Mas pra você ele não servia Comecei de novo! Resolvi que a primeira frase devia ser: […]

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28/03/2012 Gritos do Nada

Circo das Línguas Secas II

Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas. Que se arranham ao se beijarem Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas. E sinto a aspereza da sua língua no meu pescoço Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas. Que falam até salivar o canto da boca… Sou tradutor ingênuo no circo de línguas […]

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19/06/2017 Gritos do Nada

Domingo não é um bom dia pra conjecturar

Talvez não seja domingo o melhor dia de conjecturar Ou talvez nunca seja As mãos perdidas entre o fazer e o pensar São pesadas ferramentas A música lá fora me irrita e indigna Seja o que for o que ouvem não é pra mim […]

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20/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Manhã na Augusta…

Eu nem lembrava mais como era esse, que tá na descrição do blog, mas reler me fez lembrar todas as cenas que me levaram a ele… Lembro de tentar tocar na guitarra, que o cara tocava no palco, lembro de falar alto com as pessoas no balcão e essa noite terminou com pastel de queijo […]

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12/08/2011 Gritos do Nada

Compreender…

Radiohead – High And Dry Estava no barato de morrer e levantar Chegar ao fundo, e lá no meio sorrir Estava com vontade de ouvir músicas E chorar no fim de cada uma delas Ouvir as histórias mais tristes Das pessoas mais distantes E sentir suas dores e tristeza Queria meu nome e corpo em […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: