Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Acorda Irina – Outra mulher saiu da sua cama
Os olhos cheios de alcool não apenas estranham a luz do dia, mas sim a amaldiçoa!
Ela cospe uns palavrões para a cortina aberta e para quem a abriu!
– Fecha essa merda, porra!! Grita a moça gorda que ainda jaz na cama.
A moça em pé, de cabelos castanhos e corpo esguio, responde:
– Já tá na hora de ir trabalhar Irina!

