03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Acorda Irina – Outra mulher saiu da sua cama

25/07/2014 Gritos do Nada

Os olhos cheios de alcool não apenas estranham a luz do dia, mas sim a amaldiçoa!

Ela cospe uns palavrões para a cortina aberta e para quem a abriu!

– Fecha essa merda, porra!! Grita a moça gorda que ainda jaz na cama.

A moça em pé, de cabelos castanhos e corpo esguio, responde:

– Já tá na hora de ir trabalhar Irina!

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Hoje

16/07/2014 Sonhos Viciados

Quero vestir a loucura e as roupas dos mendigos e ainda ser invisível.
Jogar dominó num boteco qualquer, aproveitar um churrasco num puteiro de luzes azuis.

Quero o emprego de carregar cimento ou um ofício daqueles que os clientes nem olham na sua cara.
E no fim do dia deslizar no sofá, ver as notícias, talvez eu ligue pra ela. Talvez.

Quero o peso do dia comum, quero os pombos lutando pelos restos do meu lanche.
Quero os ônibus cheios, quero gente esbravejando dos problemas e se anulando neles.
Hoje sou todo problemas e me mergulho neles. E vou deixar eles picarem minhas canelas calejadas pelo futebol da rua.

Vou deitar anestesiado, sem dores, indiferente.
Vou sonhar com as ruas de enganos e destinos absurdos.

Vou querer o peso do dia comum, hoje serei um completo figurante, um anônimo que não faz nenhuma diferença na sua vida. E assim, nem você na minha.

Nesse vácuo serei, para toda eternidade, feliz.

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Recordar é viver

03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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06/10/2011 Backstage

Podemos ir além… RIP Steve Jobs

O cara morreu, e isso é chato mesmo, o Gates ta aí vivão e ganhando mais dinheiro do que meu salário jamais me deixará entender. Nunca entendi muito bem a relação que fazem entre os dois, claro que é mais impressão minha que realidade, mas Gates me parece mais um gênio das estratégias de marketing […]

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24/10/2012 Gritos do Nada

Pecados….

Não acho que dá pra colocar como pecado o que penso sobre você… A não ser que você conte esse desejo que tenho de ti como luxúria…. Pensando bem pode ser gula, porque gula é não sentir-se satisfeito, não importa o quanto tenha… Avareza também, avareza não é querer só pra si e não dividir […]

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14/01/2012 Zumbido Fugaz

Do acaso ao caso

Dessa vez eu nem perguntei o seu signo, na verdade eu nem lembrei, só me dei conta depois que você partiu me deixando com aquele gosto amargo corrosivo péssimo de cigarro que insistia em ficar principalmente em minhas mãos… É as minhas mãos que você fez tanta questão de tocar nessa noite. Qualquer assunto que […]

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11/09/2009 Colunas - Gritos do Nada

*Dez06/+Jan07 – Nem gosto de Whisky

Eu sigo sozinho… chorando e sofrendo, um que idiotaDigo que estou bem… mas meu rosto molhado não me deixa mentir Caminho na rua… de bar em bar eu tendo sorrir…Mais uma dose… mais umas doses…É sempre pouco pra esquecer… Filho da Puta!!! Espinho que causa tanta dor…Despejo o meu lamento… despejo todo o meu rancor…Mas […]

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23/05/2014 Gritos do Nada

Só as vezes entendo

Não, nunca é fácil As vezes sou seu gato As vezes seu sapato! Não sou um corpo oco As vezes me faz seu dono As vezes me faz seu bobo Eu me rendo e te rendo Sempre sempre te amo Mas só as vezes entendo […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: