Estou morrendo de inanição
Em um dia comum
Nenhum garçom entende meus desesperos.
Estaca no peito desse ser vampiresco de olhos estalos.
Estou aos berros clamando versos suaves, estou todo aos erros.
Botequim gourmet .
e eu só peço a Deus que isso seja mais um engano dos paulistas.
Me reduzo em mapear todas as saídas do boteco elite ou outro ser vampiresco que confirme, coxinha de pato é um lance bizarro.
Outro prédio se levanta, nessa rua que um dia eu conheci tanto.
Novos azulejos na fachada, novos ladrilhos na calçada.
Tudo se transforma, a cidade, os bares, os costumes, meus amigos, os dias renascem.
E eu continuo o mesmo, de olhos vermelhos, mais um escroto vampiresco.
Onde é mesmo a saída?
