26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Amar é um verbo besta!

06/04/2013 Gritos do Nada

Acordar e te sentir ao meu lado
É quase o mesmo que não acordar
Conviver com o real que foi tão sonhado
É aprender que estar junto é mais que amar

Decidir juntos qual sofá será comprado
E depois discutir pra ver onde vamos colocar
Sair, comprar e passar o mês apertado.
Ficar sábado em casa sem grana pra gastar

Trocar mensagens inúteis só pra ser lembrado
Passar o dia juntos e ainda ter assunto ao deitar
Brigar por bobeiras e mudar o combinado
E com vergonha e orgulho admitir e se desculpar

Chegar em casa e te abraçar e te beijar mesmo cansado
Sentar do seu lado e de tão feliz não saber o que dizer
Você é muito mais que um amor que foi sonhado
Pois amar é um verbo besta! O que temos é viver!

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Acabou?

05/04/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Será que tem algo mais produtivo do que ficar aqui comendo chocolate? Ligo a teve e eis um comercial de guarda-roupa de casal, no ponto certo, isso me lembra você. Planejávamos tão ardentemente felizes nossa vida conjugal, nos beijávamos nas lojas de móveis experimentando cada colchão deitando-nos um ao lado do outro. Você se preocupava mais com a decoração da cozinha que tinha que ter panelas vermelhas e talheres que combinassem, sua arte era geral, massas, massagens, mensagens…

Por que mesmo que acabou? Não lembro bem certo, mas partiu de ti, claro, que jamais poderia receber seu primeiro fora. Ah você não tinha mais paciência para mim, pois eram ciúmes, cinzeiros e cinza demais. Eu me contive e não te procurei até hoje, orgulho mata, não é? Mas eu não posso imaginar você rindo de mim por ser tão idiota ao ponto de ir atrás de alguém que disse simples, simploriamente, sincronicamente: ACABOU!

E meus dias são assim, vira e mexe, remexe e eu me lembro de ti, como algo gostoso e doloroso como pimenta demais na comida ou sorvete incrivelmente gelado ou uma branquinha que desce rasgando, mas alivia muitas dores da alma. Eu tenho calma, sei que um dia desses, você vai lembrar-se de mim, seja num filme, fitas roxas, filtro solar e vai me ligar, ah vai.

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A mesmice e a velhice…

01/04/2013 Gritos do Nada

As ideias se perdem entre uma tarefa e outra
Um telefone que toca, um e-mail que chega

A criatividade adoece no horário apertado
No coletivo lotado, no dia-a-dia perdido

O amor esmorece nos beijinhos estalados
No “eu te amo” automático, no virar pro lado e dormir

A juventude se consome nas contas a pagar
No trabalho que é chato, no medo do porvir

E não só de rugas e calvície se faz a velhice
Uma construção sem graça, que se faz com mesmices…

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Das raras mulheres…

28/03/2013 Gritos do Nada

Ela diz que está esquecendo… que superou
Fácil perceber que fingir não é seu forte
Descobrimos bem rápido a verdade
Dentre as lágrimas que escorrem

Ela pede pra sair, quer se encontrar ou se perder
Mas em qualquer balada procura onde se sentar
Do escuro da pista o som vem e faz doer
E nos rostos bêbados caça um rosto que não vai achar

Ela volta pra casa, pra cama, pro seu viver
Mecanicamente espera o trem, o ônibus… a dor passar
Finge concordar, mas não quer ouvir ninguém
Na solidão do seu dia acha motivos pra chorar

Sua beleza e cumplicidade são vistos melhor quando ela sorri
E sorri um sorriso que é largo, farto, sincero (às vezes infantil), mas lindo
Tem vezes que chegamos a esquecer que ela já perdeu algo que queria
Mas ela está de pé! Já que é das raras mulheres que conseguem chorar sorrindo.

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Recordar é viver

17/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Corvo Laranja!

Ele sentou no meu ombroUm corvo laranja(!!)Em silêncio, soturnoCorvo quieto, defunto Se curva sobre meu peitoSem me ferir atinge meu coraçãoMe degrute, me mastiga devagarUm estorno, um corvo, uma ilusão Sentei-me, a solução é sentarCorvo faminto pede mais sangueUm corvo orange que quer ação Grasna esse corvoGrito por socorroVoa o meu corvoDo tédio, da solidão […]

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22/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Teorema

Quis fazer da vida um teorema matemático.Uma equação que a soma dos catetos,Me dê seus dedos equivocados. Pensei no Laplace bebendo pinga,e nos sistemas insolúveis que me deparei.Dai os corolários e os teoremas. Bem dizer, quis ver ordem em tudo,Nos seus bom dias e quando grita na cama.Botar umas rédeas nesses alfas e betas. Passei […]

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05/06/2010 Gritos do Nada
E de páginas brancas se faz o futuro... Será infinito? Não se sabe, escreve-se sem olhar

Tempo

20/04/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Sede, intervalos e dias comuns

As vezes rola olhar no espelho.E sabe, até me assusto.Com as marcas todas. Até as invisíveis.Pois é, até os olhos que tanto amaldiçoouestão aqui, companheiros.Saltando da minha cara. É foda admitir.Se não digo, o corpo entrega.Juro que quero esconder a urgência.Mas tá lá, nas unhas, na boca. Afogo em copos,em salas escuras.Na rua as 6 […]

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01/10/2014 Gritos do Nada

Sou parte pendente

Sou parte ausente Sou parte e sou frente […]

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13/01/2012 Sonhos Viciados

Argumento sobre a coragem

Temo ser um velho escrevendo contos infanto-juvenis. Temo teu silêncio quando quer fugir de mim. Devia escrever sobre coragem, mas temo ser um fanático que vomita suas verdades na praça da Sé sem ser visto. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: