26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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A saudade é doce?

13/06/2012 Gritos do Nada

Não eu não lembrei de você
Simplesmente não parei de pensar…
Em nós, nos beijos… em te ver

Não eu não dormi pra sonhar contigo
Nos melhores sonhos com você estou acordado
Por isso, ficar sem você é mais que um castigo

Não, é mais que sentir falta ou saudade!
Ou chama saudade sentir falta de uma parte de mim?
A parte que mais amo, que sinto mais necessidade.

E se alguém lhe disser que a saudade é a mais doce das dores
Não acredite, não dê crédito, é impossível que seja
Pois como pode ser doce uma dor que te faz sofrer sorrindo?

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Meu balão de ideias assombrosas

11/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Meu balão negro de ideias.
Inflado no soprar da succubus Judith
Não me acorde, meu amor.

Sonhos negros mancham de cinza
meu coração nublado.
Judith, carinho, não me acorde.

A chuva da cidade não lava
e meu balão de ideias assombrosas
vai livre, voa sem destino.

Judith vai embora nos restos de janela que ainda sobram.
Sempre me acorda.

Judith vai voltar.
Amanhã, talvez.
Ou daqui um mês.

Meu balão goteja a tinta negra,
pinta de preto o que restou desses dias.
E será assim até o seu retorno.

Manchará de negro os papéis,
as mãos, o meu e o seu peito.

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Vento/Brisa

Que morte que quero, se nem sei da vida…
cansei da luta que fiz, por essa lua escondida
Fui tudo passagem? Foi sangue em vão?
Me vejo em miragem… beijando o chão…

Que barulho foi esse? Está tentando me acordar?
Teriam sido seus olhos? Fazendo barulho ao me olhar?
Mas que bobagem é essa, bela flor? Vai querer me parar?
Passei direto, correndo vou… não há mais tempo de ficar…

Sou só aquele vento, que te acaricia o corpo…
Apenas uma lembrança… um não ser, muito pouco…
Quer saber como me aprisionar sempre pra ti?
Abrace o vento, segure sua mão… se conseguir.

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Recordar é viver

24/09/2011 Gritos do Nada

E se você fosse sempre o último?

E se você ficasse sempre por último? E suas vontades não fizessem diferença? E todo seu esforço fosse insuficiente? E se te julgassem e medissem pela régua deles? Onde você é sempre pequeno e estranho E se tudo que acredita fosse considerado bobagem? E se tivesse que jogar fora seus sonhos? E em troca de […]

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21/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

A moça do tempo

A moça do tempo e sua beleza impecável. Meus desvios de conduta, minhas piadas detestáveis. Hoje faz frio, aqueles de deprimência européia. Garoa fina e o velho ditado. Chove e não molha. Meu silêncio irreparável. O inverno começou. A moça do tempo e seus alertas sedutores. Continuo o mesmo garoto idiota. Não dou a miníma […]

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12/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

O morcego e o monstro

Veio. Qual um morcego tateando as paredes.Cego.Suícida. Veio. Qual um morcego recebendo as ondas,disfarçando grunhidos.Suícida. Veio. Qual um monstro.Semi-morto.Semi-crente. Veio o morcego e o monstro.Um tanto enganados,um tanto vencidos. Perdidos entre os sinais,da névoa, do ar, de todas as partículas, […]

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01/02/2013 Gritos do Nada

Nos meus erros

Eu não me reconheço na barba bem feita, na camisa passada E quando olho no espelho é outro a sorrir, com a cara lavada Não me vejo nos caminhos certos, nas ruas ensolaradas Nos asfaltos lisos, no trânsito correto, na raiva velada Eu me vejo nas linhas tortas, na escrita errada Nas palavras feias, na […]

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08/07/2010 Colunas - Gritos do Nada

Deus?!?!

Oh Deus!E se Fores tão Controlador, quanto querem me fazer crer?E se eu O ofendi com esse meu recorrente desdém? Pior! E se de fato existir?Sei que a mim não poderá perdoar…Mas também sei que muitos que creem vão comigo…Purgatório ou inferno? Sei que não vai importar. No Seu paraíso não haverá ninguém…Pois só de […]

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14/05/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Restaram xícaras

Desencadeado sua mais pura interpretação de amor. Queria que ouvisse o som estacado da minha preocupação Quanto ao seu coração. Se fosse antes poderíamos ter chorado Mas tudo foi fielmente decorado Pela borra da maquiagem Mal feita parecendo miragem Que ao longe se admirava E agora pouco se encontrava. O seu espelho soube o que […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: