Deus?!?!

08/07/2010 Colunas - Gritos do Nada

Oh Deus!
E se Fores tão Controlador, quanto querem me fazer crer?
E se eu O ofendi com esse meu recorrente desdém?

Pior! E se de fato existir?
Sei que a mim não poderá perdoar…
Mas também sei que muitos que creem vão comigo…
Purgatório ou inferno? Sei que não vai importar.

No Seu paraíso não haverá ninguém…
Pois só de pensar já pecou…
Que cristão se dirá puro e Tu dirá “Amém”?

Se o sol apareceu porque Tu quis…
E a chuva vem ao ordenar
Me diz: Qual seu plano? Quero entender
Para saber quantas pessoas ainda vai matar…

E aquele pobre crente que grita “Jesus!”?
Que mau tem o que comer, onde morar…
Porque não mostra a ele a luz?
Seria ele, Digníssimo, um novo Jó a reencarnar?

Por que tua pureza não toca corações?
Por que homens tocam crianças tirando a pureza?
Será, oh Onipresente, suas tais provações?
Me toque, me explica, me dê alguma certeza!

E o amor que tirou do meu coração?
O que, perdão, Diabos colocará no lugar?
Espero que seja algo a mais que essa vontade de ficar…
E no dia que eu for partir espero que sua palavra seja não…

Haverá mesmo um céu pra te encontrar?
Terei mesmo a honra de te ver?
Sei que essa alma não vai te importar…
Mas hoje, Deus, eu não quero nem saber…

Se existes ainda não sei…
O que sei é que se alguém criou esse mundo
Perdeu tempo criando essa chaga…
É um ser triste demais pra adorar…

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

Comentários

2 thoughts on “Deus?!?!

  1. "Tem mistérios que não cabe ao poeta descobrir". Nessa estranheza, de ir e vir, a inquietude só alastra nas veias. A traição dos olhos em ver a esperança esvaindo, só faz aumentar esse desejo, da experiência divina. Pois os homens tiram a pureza das crianças e a vara, seja de Deus ou do Diabo, fazem os crentes gritarem.

    Se é na violência dessa noite silênciosa ou no grito desesperado dos injustiçados, acho que também prefiro nem querer saber, pois é, ao menos hoje.

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