03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Todo dia

26/05/2012 Gritos do Nada

O dia começava com os berros do despertador…
Banho, barba… ponto do ônibus!
Passava com raiva o Bilhete na catraca…

O dia começava e não era bom…
R$ 2,50: seu pingado e o pão com manteiga
Via restos de notícias na TV da padaria…

O dia era uma eterna repetição…
As mesmas piadas, os mesmos sons
Seu sorriso de verdade era só pro relógio
Que lhe dizia a hora certa de ir almoçar

Metade do dia e ainda não era bom
Tinha que fazer as coisas pra que era pago
Carimbos, telefones, e-mails e falta de educação
Seus paraíso eram as 18hs e o fim do trabalho

Em casa liga a TV, e assiste o velho jornal
Que fica vomitando meias verdades da TV
Ele se impacienta enquanto não falam do futebol

A noite é só um hiato, um breve interlúdio
Onde o silêncio não pode ser cortado
Nem por suas lágrimas ou insatisfação
A noite é o esconderijo da sua tristeza

TRIMMMMM TRIIMMMMMM TRIIMMMMMM

Berra alto o despertador!
Ele levanta e coça os olhos inchados
Mas dane-se: banho, barba… ponto de ônibus!
O dia começa sem perguntar nada a você

Mas hoje não! Pensou ele! Hoje será diferente
Chega apressado ao balcão da padaria!
Corta o bom dia do balconista com seu pedido:
“Por favor! Um choconhaque e uma coxinha”

Nesse dia foi tudo que se permitiu mudar…

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Lisa Emanuely

25/05/2012 Backstage

Estou postando no dia errado, eu sei, mas não resisti, e esse não será o Gritos do Nada da semana…
Enfim, um grande amigo e sua digníssima terão o prazer do primeiro filho, na verdade filha, em breve, e ele me sugeriu o nome dela (Lisa Emanuely) como tema para um poema. Não tive o prazer de ter um filho/filha ainda, mas tentei imaginar como é… Olha ai o que saiu!

Ela ainda não pode sequer entender a voz do pai
E mesmo ouvindo muito, não poderá compreender sua mãe

Ela se mexe, mas ainda não corre, não bagunça os livros
Ela chuta! Mas ainda não derruba as maquiagens da mãe

Ela que está “aqui” o tempo todo, que faz parte da vida
É “só” uma possibilidade que está por acontecer…
Mas que sentimento faz os pais falarem “minha menina”?
Pra uma “menina” que ainda vai nascer?

Ela é presença garantida até no mais longinquo futuro
Não haverá mais ano que vem sem a Lisa Emanuely…
Não fala, não anda, mas mudará o mundo de duas pessoas
Tornando um amor imenso em algo ainda mais alegre

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Você pode sonhar qualquer sonho

23/05/2012 Gritos do Nada

Você poderá sonhar qualquer sonho, afinal sonho é sonho,
Acorda-se e vamos trabalhar… Trânsito, metas, gente chata
Mas o que de verdade você deseja quando seus olhos se abrem de manhã?

Que histórias vai contar daqui a alguns anos?
Vai contar pros netos das novelas? Dos jogos que viu pela TV?
Vai rir as histórias de outros? Vai declamar os poemas de quem?
E você? O que você fez quando a vida era só pra você?

A realidade nos bate na cara! Todos os dias! Seus sonhos resistem a sua vida?
Ai falta tempo, grana, ajuda, amigos… Mas admita: falta DETERMINAÇÃO!
Mas cada um que pega a sua muleta e fica mancando pela vida…
Já tem sua muleta? Ou hoje vai andar por si mesmo?

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Espetáculo só nosso

22/05/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

O espetáculo do nosso amor não precisa de cama
tão macia e firme mas longe da sala e da cozinha
nosso palco é o chão duro que obedece a nós
só importa nossos movimentos para satisfazer.

Nosso show de amor ardente vai além das convenções
se concretiza na cadeira da cozinha com beijos
e mãos que não param de querer aquecer o outro
no encontro de um corpo contra o outro que delira.

Vira, joga de lado, enrosca as pernas nessa mistura
puxa o cabelo, aperta o seu corpo contra o meu,
faz o desenho mais bonito que poderia ser feito
com os seus dedos no meu corpo deslizando sem demora.

Não é algo sujo ou promíscuo quando fazemos amor
para mostrar de uma das formas mais concretas
o que é ser um só juntando dois corpos em um enlace
que procura a cama para finalizar a peça e… descansar!

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Recordar é viver

21/07/2012 Gritos do Nada

Na cova dos leões

Sorri o sorriso dos derrotados E você se levantou sem me olhar Deitei a cabeça de volta no travesseiro Havia já a certeza, dessa vez não voltará Peguei o celular no criado mudo, mas que importam as horas? Perguntou-me sobre suas meias, levantou o lençol do chão… A porta do banheiro aberta me deixava ver […]

26/11/2013 Zumbido Fugaz
Não é egoísmo, é um amor exausto...

Vencidos pelo cansaço

22/07/2013 Backstage

Novidades em 3, 2, 1…

19/09/2012 Gritos do Nada

Prexeca

Trabalhava o dia inteiro num repartição qualquer Funcionário público de mais de 10 anos… Sua função é desconhecida, nem ele sabe o que é Xingava cada passo que dava pra ir ao trabalho Esmurrava o despertador as 7 da manhã Sobia a Cupêce aos gritos de “caralho”!!! O dia era uma lenta tortura, intensa e […]

12/08/2013 Gritos do Nada

Conselhos de um Poeta Sujo e Brega

Quem sou pra dar conselhos? Poeta não posso me declarar Escrevo sim e acaso poeta seja, sou desses sujos e bregas E sendo Poeta Sujo, pode me ouvir sem precisar acreditar Tem algo que um dia alguém precisa lhe dizer: Para escrever bem sobre a vida, pretenso poeta É preciso, antes de saber métrica ou […]

15/04/2013 Coletivo

E brindaremos mais uma vez aos dias dourados. O verão dos nossos corações.

Queria ter uma ode aos 20 anos… mas eles por si só são uma ode! Uma ode a vida, aos erros, as incertezas e a brusca, e as vezes imensurável, alegria de simplesmente viver…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: