18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Redação pra você lembrar

27/04/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Tão igual, mas dessa vez é real.
Eu vou me permitir, sempre admitir…

Não trocarei um dia ao seu lado
por um dia rock and roll
Vou poder virar junto com a noite
só pra captar cada movimento inconsciente
que você tiver durante o seu descanso
que é todo esculpido da beleza mais estonteante
que um poeta poderia se vangloriar por ter tocado.

Então vem você: ” Vai devagar com sentimentos em relação a mim.”
Olha eu não espero tanto é só que um dia chega alguém assim
com a blusa do The who e com o sorriso tão perfeito
que chega a me fazer acreditar novamente em anjos,
que me faz querer compartilhar algo mesmo eu não sendo a melhor pessoa.

Não te engano com a minha empolgação
mas você deveria tomar cuidado com isso
é por sua causa que durmo levemente
e sinto qualquer toque do meu celular
Por quê? Porque quero estar por perto
pra te socorrer até se for só pra dizer como fazer um miojo.

Ouviria todos os seus delírios hoje
se não fosse seu equilíbrio em dizê-los.
Eu vou estar aqui para as suas lágrimas aparar
e para o seu desespero dissipar.
Com os seus tapas competir
com você sorrir…

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Todo começo é fantasia ou mais uma história de amor

26/04/2012 Colunas - Sonhos Viciados

No inicio era o caos,
Há quem diga escuridão.
Sem exageros. Todo começo é fantasia.

1.
O nosso foi uma festa de máscaras e mistérios. Um começo de cortinas vermelhas e bebida. Uma folia sem samba, mas com todos os requisitos.

2.
Encontros a meia noite. Ligações demoradas. Encontros de brincadeira, nem lembro o filme que vimos aquele dia.

3.
Toda festa tem um preço. As nossas festas tinham preço justo. Aqui já sem máscaras.

Um dia ainda escrevo nossa história de amor, que sempre teve gosto de despedida.

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Confissão

24/04/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

É uma batida tão pouco abrangente… Ainda revive na minha mente cada um daqueles instantes em que fui ignorada por ti. Não fui a pessoa mais correta, mas fui o melhor que eu poderia querer ser. Tenho certeza que no auge do desespero você riu de mim, riu da falta de nexo em tudo aquilo. Nunca acreditei em acaso, mas porque justo aqui, agora? Eu tropecei e a salvação de um amigo por um abraço, fez tudo acabar. Você virou e disse que eu não me importo… Só achei tão ridículo que parecia não estar acontecendo.

Porém as sms que não chegam mais, a vista pela janela que não o avista mais, comprovam que tudo foi de verdade, aconteceu, o erro mais estúpido, bobo demais, pouco creditado, foi cometido por mim. Logo eu que nunca tinha aceitado amor de nenhum meio, estraguei na primeira chance que tive. Fugi de ti nos primeiro dias, mas você me envolveu em nuvens de tal confiança, que cheguei a conclusão de que queria ficar só com você.

O meu jeito de querer liberdade absoluta, de fazer o que quero e quando quero, sei que te assustou, mas você sabe o quanto eu estava empolgada, que eu havia finalmente aceitado uma vida a dois. Já lhe dizia o que ia fazer não por obrigação, mas porque eu te amo e queria você bem perto de mim, que entrasse cada vez mais no meu mundo. Por vezes minha falta de sensibilidade alterou nossos planos, fez você se decepcionar comigo e dessa vez foi o bastante para mantê-lo longe de mim. Queria tanto que você me desse mais tempo para que eu pudesse me alinhar mais ao seu jeito, que conseguisse preparar uma yakissoba perfeita para o seu paladar.

Mas quem tem tempo hoje? Imediatismo… Fui com ele quanto e estar contigo e meu sentimento só cresceu e se tornou a coisa mais linda que já senti, mas sem você aqui para eu dedicar tudo isso, do que vale? Ficou um gosto amargo… Não é derrota, eu fui a pior pessoa justo com quem mais amava. Eu não queria deixar você se envolver não para proteger alguém, mas para proteger você, sinto tanto que nunca tenha me entendido…

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O vão entre o trem e a estação.

21/04/2012 Gritos do Nada

Vi rostos conhecidos no trem, em pessoas que na verdade nunca vi…

Tudo muito igual à ontem, antes de ontem e com certeza amanhã. Tá calor, é o que penso quando a senhora sentada passa o lenço sobre a testa.
Eu olho para as pessoas e não vejo nenhuma pessoa, vejo dezenas de rostos, e não vejo nenhum, parece tudo uma coisa só, sem forma… Mas os olhos, voltados pro chão, estão lá, assim como as bocas, os narizes, cabelos, ouvidos e seus fones… Por que não vejo ninguém?

Não vou estar aqui amanhã. Alguém perceberá? Tenho certeza que sou mais um desses rostos conhecidos em pessoas que ninguém nunca viu, talvez percebam que tem mais espaço no trem, não farei falta, não aqui no monótono e doente balanço desse trem. Onde farei falta?

Não ouço conversas, ouço múrmuros, algo sobre o calor, sobre a chuva, sobre o trabalho… Dá pra ouvir baixinho o som que sai do fone da menina a minha frente, que com os olhos fechados parece conseguir o que todos aqui querem: fingir estar longe… 

Anoto tudo, os pensamentos, as frases escritas nas paredes, e tava lá no caderninho: “O mundo já morreu, e é esse o cheiro dele apodrecendo.” Como ainda posso dormir?

A menina que tava ouvindo música desceu, entraram mais pessoas, quantas histórias a gente perde por não puxar papo? Será que a história dessas pessoas é tão desbotada quanto suas aparências? Caramba… Ainda tem duas estações pra chegar.

Alguém atende o celular, fala alto, parece que quer que saibamos todos o que está acontecendo, que ela está brigando com o namorado… E todos, mesmo que não aparentem, estão prestando atenção, até a conversa sem graça de uma desconhecida parece ser melhor que esta realidade triste que margeia a linha do trem, junto com os barracões abandonados e o mato que cresce…

[quote_left]Eu olho para as pessoas e não vejo nenhuma pessoa, vejo dezenas de rostos, e não vejo nenhum, parece tudo uma coisa só, sem forma… [/quote_left]Não tem nem mesmo mais os tiozinhos que vendem chocolate, bala, caneta, manual do Excel, revista de palavras cruzadas, parece que foi proibido… Eles querem silêncio nos vagões eu acho, ou não querem que mais ninguém, além deles, ganhe dinheiro a custa da nossa falta de opção. Trem, metrô e busão…

A voz feminina diz o nome da estação que desço, e pede pra eu ter cuidado pra não cair no vão entre o trem e a estação, é tudo tão metal frio por aqui, que esboço um sorriso de pensar que aquela gravação esta preocupada com a gente cair e se machucar, porque sabemos que as pessoas, muitas delas, continuarão caminhando, pularam por cima de quem cair e não terá coragem de olhar pra trás, nossas vidas e trabalhos são de fato mais importantes que um descuidado que caiu no chão, mesmo depois da voz pedir cuidado…

“O mundo já morreu, e é esse o cheiro dele apodrecendo.”

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Recordar é viver

15/01/2009 Gritos do Nada

Noites de Sexta

Quantas luzes eu vi naquela noite? Com os olhos presos na sua face Eram longas as minhas sextas Assim como é curta nossa felicidade   Acabavam as noites, as bebidas e o som Começa o sábado, com o forte estrondo da manhã Não tinha vergonha dos meus olhos embriagados No meio dos olhos sonolentos do […]

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05/02/2009 Colunas - Sonhos Viciados

O Eterno Retorno

Eu continuo sem fazer a barba,Escolhi hoje uma calça surrada. O chefe diz que é melhor eu me endireitar.Que se foi a produtividade. Eu nem ligo, nem sei, não tô pra ser ouvidos.Lá fora chove, como todos dias vem chovendo. Eu penso nos olhares que dão lição ao vento,eu penso na minha dor nos braços. […]

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14/05/2010 Colunas - Gritos do Nada

Exercício de Escrita II

Já sonhei ser um dia sozinhoE me vi sonhando algo que não vou realizarPois mesmo conhecendo o mundo e vendo ser mesquinhoSou um ser incapaz de sentar e ficar… Procuro os belos braços que me tirem do frioMe apaixono por um minuto, sem de fato me apaixonarMas quem entende esse sentimento covarde e inseguro?Que me […]

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05/07/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Santinho inútil

Tem crianças correndo, segurando seus cata-ventos Os comitês estão lotados. Um domingo bem cedo. As bandeiras cintilam ao vento. os altos-falantes ensurdecem, os santinhos voam pelas ruas. E eu, meio criança com cata-vento, meio militante em comitê, meio orgulho de bandeira. E eu, meio alto falante sem voz, santinho inútil. Um sorriso na foto, santinho […]

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11/12/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Chiam chiam

Todos os canais chiam um tremendo sensacionalismo Hipocrisia que me deixa enjoada após meu chá a make é aparente e alguém se importa? Não, ninguém vai entender mesmo… É o brasileiro aceitando o bolsa família e esquecendo dos seus sonhos infantis! […]

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22/11/2010 Coletivo
Por mais que finja loucura é o meu nome calado que quase sai de sua boca

Noites Vadias

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: