Enchente

14/11/2012 Gritos do Nada

Sigo o lamaçal que inunda as sarjetas
Enchente de chuva, enchente de gente

Carros eternamento parados no trânsito, motores desligados
Ruas e rios, cidade sem verde, coração vazio

Motoqueiros e suas roupas de borracha preta
São como mosquitos sobre o corpo morto da cidade

A esperança é o pôr-do-sol, a noite fria e seca… dormir
O outro dia nem sempre é de bonança, mas é preciso tirar a lama

Quem tem coragem levantou pra enfrentar tudo de novo…
Quem não tem não merece pisar na lama dessa cidade renascida

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: