Sigo o lamaçal que inunda as sarjetas
Enchente de chuva, enchente de gente
Carros eternamento parados no trânsito, motores desligados
Ruas e rios, cidade sem verde, coração vazio
Motoqueiros e suas roupas de borracha preta
São como mosquitos sobre o corpo morto da cidade
A esperança é o pôr-do-sol, a noite fria e seca… dormir
O outro dia nem sempre é de bonança, mas é preciso tirar a lama
Quem tem coragem levantou pra enfrentar tudo de novo…
Quem não tem não merece pisar na lama dessa cidade renascida
