Das raras mulheres…

28/03/2013 Gritos do Nada

Ela diz que está esquecendo… que superou
Fácil perceber que fingir não é seu forte
Descobrimos bem rápido a verdade
Dentre as lágrimas que escorrem

Ela pede pra sair, quer se encontrar ou se perder
Mas em qualquer balada procura onde se sentar
Do escuro da pista o som vem e faz doer
E nos rostos bêbados caça um rosto que não vai achar

Ela volta pra casa, pra cama, pro seu viver
Mecanicamente espera o trem, o ônibus… a dor passar
Finge concordar, mas não quer ouvir ninguém
Na solidão do seu dia acha motivos pra chorar

Sua beleza e cumplicidade são vistos melhor quando ela sorri
E sorri um sorriso que é largo, farto, sincero (às vezes infantil), mas lindo
Tem vezes que chegamos a esquecer que ela já perdeu algo que queria
Mas ela está de pé! Já que é das raras mulheres que conseguem chorar sorrindo.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: