Você tinha gosto de poesia com café… contenta, mas não sustenta
Flutuava, como a fumaça que saia do copo… vejo mas não entendo
Sentia seu sabor no ar, quase morria… e seu toque é que me esquenta
Te sorvia como quem puxa o ar… estou cheio de ti, e não me contento
Esperei o fim de cada dia pra poder te beijar… onde estava?
E nos sonhos e devaneios você não me negava… eu só sorria.
Te beijava a face, o colo, as mãos e pernas… e acordava!
Na rua me ouvia e sorria… mas estava claro que fingia.
Me levou como quis pra onde pode… como pude?
Me deixar levar por seu cheio no ar… nunca lhe tive
Por que diabos me deixou acreditar… por que me iludes?
Barreira? Nenhuma. Só ouvi sua voz e não me detive!
