Ela vendia balas no vermelho do farol
No verde lembrava ser criança
E ninava a boneca suja da calçada
No balé terrível das balas e chocolates
A bailarina sujinha corre sorrindo entre carros
Não saber da sua desgraça deve ter a sua graça
Desvio o olhar enquanto alguns dão moedinhas
Se pudera dava-te o mundo todo sem pestanejar
Pra te ver correndo entre crianças e não entre fumaça
Mas…
É vida que segue, farol que abre… coração que aperta

