Não guardo mágoas nem papéis velhos…
Nem espero do cáctus o carinho alentador
Com a realidade em uma das mãos
Sinto na outra o toque macio do sonhador
E também sonho, com outros toques, com outras mãos
E não paro de pensar em nada… vazio…
Me sinto vazio e com ânsia…
Ás vezes de viver… ás vezes de parar
Já senti medo, já me escondi…
Mas hoje o medo já não me abala, não me faz parar
Aprendi com a vida a não ignorá-lo
Mas não coloco o medo em minha frente, ando com ele ao meu lado
Também aprendi a ter a felicidade no bolso
Não chorar, e não sofrer ao primeiro sinal de desgosto
Sorrir, não de tudo, mas de tudo que se possa sorrir
E lembrar do quanto é doce a verdade, e tentar quase não mentir
Quase nunca faço coisas que não me agradam
Mas aprendi que não posso evitá-las pra sempre
E aprendi mais que tudo, a continuar aprendendo
Pois quem já sabe de tudo não merece viver!

Acho que o único verso que sei de cor é de uma uma música. “e aprenderemos a cada dia a desaprender e a viver como realmente somos”. Esse é forte candidato a entrar no top 25 de 2011!