Me jogo na rua e lá me lava a chuva fina
Gota por gota de encontro ao chão
Escorrem dores por não ter a consciência limpa
E clamo por coragem, chorando sem razão
Lá nos longínquos anos deixei todas as certezas
Pios não sou mais menino e já sei dizer não
Por isso não me jogo de olhos fechados nas correntezas
Um homem, não um garoto, um louco e bastante são
E agora? Será que não tenho nada?
Terei deixado pra trás alguma ambição?
Eu cresci, coisa a ser comemorada!
E ser adulto é ser você, sem nenhuma concessão!
