Exercício de Escrita

12/03/2010 Colunas - Gritos do Nada

E a brincadeira chega ao fim…
Quanto tempo pensei que ela ia sustentar?
Estava imaginando um futuro pra ela ou pra mim?
Que horas pensei que ela iria ficar?

Estava claro que não seria por muito…
Que, talvez, rapidamente ela iria cansar
Não sorrir dos meus poemas, do meu discuido…
Viraria as costas, não iria conversar…

E agora ela se foi, elegante nem precisa do adeus
Não me disse uma só palavra de recriminação
Parou de falar comigo, não responde aos e-mails meus
Me deixando parado, confuso… sem ação…

Era um jogo, eu acho que já disse…
E já disse que sentia a derrota por perto
Eu, do alto da meu orgulho, me julguei esperto
E sou apenas mais um tolo, mais um patife…

E ela se foi, quadrados amarelos do lado do seu nome
Que não me enxerga, não vê… não me responde…

E as bobeiras que escrevi? Nas lembranças vão ficar?
Todas as pistas que eu deixei… coisas que falei…
Vão ficar no ar… vão ficar pairando…
Mas vão cair… ninguém vai ficar esperando…

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: