“Perdoe-nos, mas queremos escrever!”

Desculpe senão falarmos pomposamente ou não usarmos palavras fáceis, perdão se não falar de politica ou se escrever um manifesto, pois a verdade, lamento dizer, é que escrevemos sendo escravos das nossas predileções, escravo dos nossos dedos e não nos esforçamos pra escrever o que você, provavelmente, gostaria de ler.
Vamos escrever de amor, pra tentar ser sublime e no segundo seguinte cuspir na cara de alguém e sair em disparado pelas noites, e depois voltar para os braços da musa (se musa tiver!), vamos reclamar da bobagem dos dias cinzentos, do metrô, do trânsito, e pode ser que assim se questione o mundo e as filosofias… e pode ser que só falemos de amor mesmo.
[quote_left]”Lamento dizer, é que escrevemos sendo escravos das nossas predileções.”[/quote_left]Perdão, amigo, pelos palavrões e outras palavras de baixo calão, mas aqui onde nós, os estranhos, somos os donos as palavras não tem classificação, a regra é se fazer entender e se expressar como quiser. E se pra isso tiver que escrever “vai se foder!” será isso que você vai ler.
É com pesar que comunico: este espaço não é pra você! Este espaço é nosso! Não é um site para leitores ou visitantes, é um site para nos mesmo, os malditos autores. Para nós que escrevemos, para nos escolhemos as cores, as palavras, as fotos, os desenhos e o layout. Perdão, mas este site não é pra você, é pra nós.
Não queremos fundar um movimento, queremos as nossas letras emporcalhando a telinha branca. Queremos o prazer de ver nossas idéias e pensamentos perpetuando-se livremente (será?) no universo vasto e anárquico (será?) da internet.
Somos filhos dela (internet) e é só por ela que começamos a escrever o que enxergávamos e percebíamos que as coisas a nossa volta precisam ser descritas, e mais que tocar o que nos rodeia, começamos a ser tocados e disso saíram as primeiras letras, as fotos desfocadas, os desenhos… mas o nosso amor é pelas palavras, e as enfileiramos a nosso bel prazer cada vez que algo nos toca…
Somos filhos da internet e amantes das palavras.

Bang! Tenho certeza que um manifesto ia ser muto foda! Mas ia ser muito pretensioso. Sem contar que as vanguardas já morreram faz tempo e tenho certeza que nós não queremos salvar ninguém do marasmo e temos um baita cuidado em levantar bandeiras.
Realmente ia ser muito cabível uma foto nossa aqui, mas não achei no computador. Pois é, lamentamos!
Entra lá no gravatar e bota uma foto tua. Oh! Preguiçoso!
Melhor que levantar bandeira é dar bandeira!
A verdade é que o mundo tá cheio de manifestos e boas intenções. Acho que o nosso melhor manifesto é a nossa quixotesca vontade de escrever, de ser lido, é o tempo e a grana que desperdiçamos nosso melhor manifesto.
Pretensão, arrogância e impáfia não combina muito com o Corvo, ele combina mais com sarcasmos, cinismo, sagacidade, preguiça, leniência, vontade de brigar e outras coisas assim… rs
Nosso manifesto deve ser cada palavra que escrevemos, somos complexos pra pôr numa folha o que pretendemos.