Fui ao bar nesta noite pensando em não sair de pé
Limpei as lágrimas com as mangas da camisa puída
Pedi a velha cerveja, tirei 5 conto e perguntei “quanto é?”
Quis saber onde é o banheiro e não saber onde é a saída

Fingi que cada copo cheio era sua boca
E beijei e sorvi cada bebida com prazer
Me joguei na calçada sem medo de sujar a roupa
Deitei e dormi, pensando estar com você
Falei e gritei o teu nome e o que sinto
Puxei as pessoas próximas pra me escutar
Briguei com quem rio ou disse que minto
Fui bêbado chato, mas o fui por te amar!
Pedi mais doses e briguei com o não do garçom
Andei trôpego e inconveniente pelas cadeiras do bar
Parei e chorei e dancei, mesmo sem ouvir o som
Nos braços de desconhecidos cai como se fossem o mar
[quote_left]Fingi que cada copo cheio era sua boca
E beijei e sorvi cada bebida com prazer[/quote_left]
Sentei na calçada,
pensando em como fui parar lá
Ouvi atrás de mim as risadas,
e a frente vi o asfalto brilhar
A noite terminava trêmula, no sorrir do novo dia,
Levantou o sol, imponente, iluminando as ruas e a mim
Mas minha noite trêbada foi muito mais curta e doentia
Pois noite e dor terminaram nos goles de uma Vodka ruim!

Pensa só! Esse é forte candidato a entrar no ebook de 2011! É uma boca sem prazer, uma luta sem vencedor. Um amor, com inicio, meio e fim. Um copo com preço, um dia que recomeça…