Conversas com taxistas na madrugada
Destino: Uma terra longe daqui.
Das noites perdidas entre o desencontro
Das nossas mãos e dos carros na rua
Dos cantos que só a gente sabe
Bem sabe, eu sei.
Apaguei hoje outra memória,
Dos cantos que a gente inventou.
Se cupido existe, o meu é um bêbado
Se destino existe, o meu brinca de roleta-russa.
o taxista é diretor de teatro pelas manhãs,
Eu invento um nome pra mim.
Esse novo cara morre ao meio-dia, tipo pernoite de motel
Abóbora ao avesso.
O retorno eterniza os desencontros
No sol que derrete as nuances luminosas.
As mil variaçōes de luz de um bom dia para ir embora.
Eu fiquei.
O taxista era do Rio,
O nome que inventei eu esqueci.
Abóbora as avessas.
Flutuamos na polpa laranja dessa manhã.
Meu destino vive em fúria,
E hoje ele tá mirando pra mim.
