Todos os garotos estão mortos

08/08/2013 Sonhos Viciados

Todas as moças estão bêbadas
Todos os garotos estão mortos

As moças dançam, riem e cerveja
Os garotos elaboram seus epitáfios em paredes de banheiro mais sujas que suas mãos


Sou o único corpo cremado, o único vestígio de culpa.
As moças entregam suas coxas, medos e bocas para qualquer ser que não rasteje ou cheire a vomito.

O mundo se abre e suas fendas engolem os prédios, a música e toda a história.

As moças estão bêbadas, os garotos mortos.

Sou um corpo queimado, feito de pó, que flutua no bafo de vento e culpa. Num mundo esfolado que engole os desavisados.

Um cara entre vielas cheias de gente e ônibus lotado. Que se perde em alguns bares e se põe a ver a velocidade dessa gente. E rir da estupidez dessa lógica.

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: