03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Coquetel de amor para os dias viciados

24/01/2011 Sonhos Viciados

As vezes, muitas vezes a gente acorda.
Escova os dentes, bota umas roupas cheias de comfort.
Coleta os passes, acerta os relógios.
Morre em escritórios com ar-condicionado e café expresso.

Emite os bom dias e os boas tardes.
Esconde a face negra e olhos inchados da noite passada,
esconde os pensamentos sombrios,
de querer arrancar os braços do figura ao lado.

Por fim, ao cair a noite,
cai os dias,
os comuns de morte,
com o pensamento enganado,
achando que é alivio.

Eu só preciso de um jeito.
Ou pensar numa fórmula,
de fazer um molotov.
Ou um explosivo terrível.

Que queime nossos corpos,
que quebre nossos ossos.

Um que seja vermelho,
que deixe nossos dedos
buscando novas formas de nós mesmos.

Ou que nos estrondos,
acompanhe as palavras e os gemidos,
que seja um explosivo,
um coquetel poderoso.

Que arrebate a calmaria dos dias.
Que destrua as estruturas,
ou até a nós mesmos.

Só seja um raio que desperte
os desejos de um amor intenso.

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Suspiros

11/01/2011 Colunas - Gritos do Nada

Suspiros, só quero viver pra ter seus suspiros
Provar suas curvas, seu calor
Te fazer morrer em meus cálidos braços

Me perder nos devaneios
Onde me beijas a boca
E eu toco seus seios…

Ver as roupas que caem pelo quarto
Os corpos se misturando entre sussuros
Onde nada além disso é perfeito

Me afogar em seus cabelos
Querer morrer deitado em seus seios
Pra nascer feliz entre suas pernas

Que gritem conosco as paredes
Que acordem vizinhos e reclamem
E que o pudor não nos alcance

Que não me peça nada, faça
Pois não lhe pedirei, farei

Que não contemos por vezes
Que contemos então por horas

E de novo, e de novo…
Até as pernas não obedecerem mais
Até o mundo acabar a nossa volta

E no fim, lá no ultimo sorriso
Estará grudada em mim como um cabelo
Presa a minha pele pelo suor que provocou

Um dia vou morrer, só isso é garantido
Mas se um último pedido tiver,
Quero estar apaixonado até os meus últimos suspiros

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Último Romance…

27/12/2010 Colunas - Gritos do Nada

Um ano, dois sei lá…
Acho que minha vida inteira podia esperar…
Pelo amor mais que certo que lhe tenho
Pela esperança gostosa de te beijar

Ah essa história incompleta
Que é mais inteira que todas as que já vivi
Que parece que vai arrastar-se por décadas
Única história que me ouviu dizer: Me arrependi

Será meu ultimo romance? Será?
Olha sua boca e só consigo pensar
Que, querendo ou não…
A sua boca será a última que vou beijar

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Dos abraços sem beijos…

Das amigas a que mais amei
Dos amores o mais amigo
O corpo com o qual mais sonhei
E que me faz sorrir sozinho

Das cervejas, papos, loucuras, risadas e idéias
Que saem facilmento quando vejo seu sorriso
Das conversas bem nossas, que são até conversas velhas..
Da sorte de poder desfrutar um pouco do mundo contigo…

Das verdades, que já foram meias, e agora espalham-se pela mesa
Que ruboriza seu rosto, e no mesmo rosto coloca o sorriso mais lindo
Que me faz ver estrelas, que me faz ter a tal certeza
De que quero ter muito mais que apenas poucas horas sorrindo…

Será sinceridade todas as palavras que disse?
Será que alguma vez exagerei?
Olho nos seus olhos e posso repetir tudo, sem desviar o olhar…
Mas de fato é exagerado, assim, como também, o bem que me causa te ver…

E não, ainda não senti o sabor de sua boca…
E quem me dera ter também essa saudade pra sofrer…

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Recordar é viver

06/10/2011 Backstage

Podemos ir além… RIP Steve Jobs

O cara morreu, e isso é chato mesmo, o Gates ta aí vivão e ganhando mais dinheiro do que meu salário jamais me deixará entender. Nunca entendi muito bem a relação que fazem entre os dois, claro que é mais impressão minha que realidade, mas Gates me parece mais um gênio das estratégias de marketing […]

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19/07/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Entropia sufocada

Dia vagaroso Que encaro o sol vencendo meu corpo cansado Luz e sombra numa dança silenciosa e esquizofrênica. Meu corpo forma um halo com a ajuda da fumaça do meu haxixe e pela poeira do meu velho apartamento. Dá pra ver a ação do vento, entropia & poeira na sala de estar. O sol revela […]

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30/10/2013 Gritos do Nada

Destestar amar

Quis sentir ódio dos dias cinzentos quando sai da cama Menti meus sorrisos e bom dias, pra não estragar mais o dia Passei pelos fantasmas que correm pelas ruas pro trabalho E imaginei se invejam a mendiga dançando e cantando na calçada […]

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13/04/2011 Colunas - Sonhos Viciados

C(h)eia de Dentes

Todos rodeiam a ceia.Com dentes a mostra,meio corcundas e ariscos. Todos rodeiam a ceia.Como hienas.Sorrateiros. As moças e seus olhares inocentes,os homens e seus musculos relaxados.Todos imersos em seus erros,encobertos com suas sujeiras. Já esperam o pior das suas companhias.Exalam veneno e enchem a cara. Escorpiões estrangeiros preparam o seu raboem serpentários malignos Como travestis […]

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11/09/2009 Colunas - Gritos do Nada

Outra Noite em Claro…

Passei sim mais outra maldita noite em claroProcurando a cada esquina um pouco de razãoSeparando as pernas pra mijar… bêbado, sempre… E surpresa!! Não encontrei novamente nada…A não ser eu mesmo… e meus pedaços pelo chãoJá não lembro o que bebi, e nem com quem bebi…E só sei que bebi porque sinto o gosto a […]

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02/07/2011 Sem categoria

Lança

Não posso dizer mal,Mas não posso elogiar,O que aconteceu com a atenção,aquela educação? Tão lindos,Fortes, maravilhosos,Mas tão ignorantes eGrossos! Ainda bem que algo se salva,meus amigos sem essa arma,vocês não seriam nada. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: