18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Sem Título (ou a falta que faz uma boa dose de esperteza)

26/11/2010 Coletivo

Tomo um gole desse copo estranho,
que invade a garganta,
dilata as veias e me tira o sono.

Tomo uns desses xeque-mates do destino.
Com os olhos cruzados
e a boca ainda ardendo.

E nesse copo maldito,
tem todas as mãos que vieram ao meu
corpo.
De todas elas… as que se entregaram.

Das moças sem nome,
das divinas e puras e
até das putas com codinome.

Nelas perdi meus melhores minutos
Minhas mais sinceras gotas de suor
Meus pensamentos mais putos
Minhas idéias mais loucas

Nas saudades delas me perdi nas noites
Reclamando, como quem tem razão
Que de mim mal lembravam…

Sentado pelos bares, com o copo a mão
Tomo outro gole… e nem me lembro mais,
Se contei a tal história de todas elas…

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Noites Vadias

22/11/2010 Coletivo

5 cervejas, 20 cervejas
Quantas cervejas pra me redimir
Se os conselhos já não posso ouvir
Quantas pernas ainda posso perder?

Quantas pernas quentes podem me abraçar
Em noites que o mundo me joga ao chão
E a face de todas elas é pouco pra me parar
Mesmo se ouço a voz de todas elas… minha resposta é não!

Eu gosto de todas elas, e amei todas elas
Mesmo que num segundo perdido
Ainda assim, confuso, fui delas
Enquanto seus suspiros foram meus

Nas perdidas noites entre amarulas e absintos
Onde fui seu em cada centimetro
Tirano de seus mais loucos gemidos
Cativo de todas suas vontades

Me assusta saber, que adorme em outros braços
Sentes outros gostos, morde outras carnes
Se perde entre sussuros, conhece outros abraços
Mas no laranja que esplode nas noites
Eu lembro dela! E no mesmo gesto, sei que pensa em mim

E nas suas mais loucas aventuras
Sou eu o homem de suas histórias
Por mais que finja loucura
É o meu nome calado que quase sai de sua boca

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Velhos Ladrilhos Coloridos

21/11/2010 Coletivo - Colunas

Ladrilhos me lembram infância
ou tarde na praia.
Por vezes anos 20.
Quem sabe um amor corroído pelas traças

Ladrilhos molhados e coloridos
Me lembram os sorrisos que costumavamos dar
Quando as noites eram pra deitar
E os dias bem menos corridos

Ladrilhos coloridos e brilhando
Na calçada e no quintal
Me lembro dos mais velhos conversando
Reclamando dessa vida tão normal…

Ladrilhos coloridos
me lembram teus ângulos secretos.
Teu ventre ébrio
e tua pele molhada

Ladrilhos coloridos
é fanta de garrafa
joelhos ralados
e um riso em sua cara

As lembranças dos velhos ladrilhos coloridos
Que amanheciam e via as cores do tempo a passar
E sentia o vento levando os tais sorrisos
Ouvindo ao longe minha voz de criança a me chamar…

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Passando…

26/10/2010 Colunas - Gritos do Nada

Já é hora… vá, desista dos sonhos…
O tempo passou, o que você quer ser?
Não há mais tempo para ingenuos tontos
A idade cobra, achou que poderia correr?

Não adianta desviar seu olhar
São palavras pra você!
Fingindo juventude no espelho
Está cego pras marcas do tempo a passar?

O que já fez? O que ainda falta fazer?
Jogou suas ideologias no cinismo…
Perdeu heróis, perdeu vontade…
O que ainda falta perder?

Trocou os sonhos pelo passar do dia
Pelos minutos, curtos, em que pôde sorrir
Deixou pra traz aquelas verdades eternas
Será que já acreditou de fato nelas?

Olhe as fotos e permita-se sorrir
Das certezas que já teve
Que esvaziaram-se no meio do trânsito
Nos dias longos de trabalho…

Mas… Há a esperança que dança comigo
Que não me deixa sozinho no espelho
Que me lavanta e me tira um sorriso
Maldita esperança que ainda me faz respirar

Das certezas do dia, das dúvidas da noite
Entre os copos na calçada, fingindo dignidade
Entre os corpos nas noites, sendo eterno
Acordando pra vida… querendo amar…

Onde está você? Ideal jovem que tive, que fui…
Já é hora de dizer, sem pesar…
Eu morri… pros sonhos que cultivei
Pra viver inteiro, sem ressentimentos
A realidade com a qual posso lidar

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Existe um lugar para se morrer

20/10/2010 Colunas - Sonhos Viciados

Eu comi um lanche velho e gorduroso
revesti meu estômago com uma pinga envelhecida
em estantes empoeiradas e garrafas milenares.

Meus olhos travam na dança de putas
que se perderam nos dias e no requinte da sujeira
No embalo de uma Jukebox
que insiste em tocar hits Paraenses.

Pensei num modo voraz,
de descrever as vadias,
de alertar as crianças.

Pensei por dias, por anos,
como descrever aquele lugar.
Aquele sujo lugar esquecido, numa esquina qualquer.

Que ainda vive, com os mesmo detestáveis,
com as mesmas putas e a mesma pizza de gosto ruim.
Com os sonhos que se revezam em fichas de caça-niqueis.

Ali, nos copos cristalinos de uma pinga qualquer
ou num espumante colarinho de cerveja,
vi as histórias nascerem,
Malatesta se calar.
Lênin tremer.

Risos juvenis atravessaram as madrugadas,
naquela esquina acolhedora de vagabundos e sem destinos
palavras engolidas ficaram frequentes,
na garganta de quem já aceita muita coisa.

No pó escondido no bolso,
do bêbado de olhar profundo.
Se misturaram.

Daí surgiu os ingredientes, a platéia, os figurantes
das aventuras que se renovam.

E temo dizer, que a idade nos abraça.
Como a esquina que engole cada ser que flutua
sem atenção numa noite em que seres sabidos
dormem em suas camas quentes.

Fugir é o certo
e ser jurado de morte nesse lugar terrível é um erro
em que correr nem sempre vale a pena.

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Recordar é viver

13/06/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Livros, discos e poeira no armário

As vezes é preciso ver de novo. As vezes é preciso ver mil vezes e tem as tantas outras vezes que é melhor nem ver. Coleciono discos na estante, cada temporada é um novo. Depois cansa, como tanta gente que passa nas nossas vidas, depois cansa. Daí deixo eles descansarem na estante, ao lado dos […]

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12/03/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Sonhos lúcidos em 30 dias

Hoje coloquei a música mais bonita pra tocar. Deixei na cabeça a imagem do seu mais gostoso riso. Trouxe a mesma bela noite. Cheia de estrelas, com a Lua queimando. Botei todas as luzes na intensidade que quis e deixei esse laranja explodir nas paredes. Pulverizei casais por todas as ruas. Com seus bolsos já […]

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09/06/2012 Gritos do Nada

Vento/Brisa

Que morte que quero, se nem sei da vida… cansei da luta que fiz, por essa lua escondida Fui tudo passagem? Foi sangue em vão? Me vejo em miragem… beijando o chão… Que barulho foi esse? Está tentando me acordar? Teriam sido seus olhos? Fazendo barulho ao me olhar? Mas que bobagem é essa, bela […]

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29/11/2013 Zumbido Fugaz
Sem você, solta no mundo, sem dono, Sem precisão, sem previsão, largada...

Sendo sua

01/08/2013 Gritos do Nada
Tive minhas lágrimas em meus tristes dias de adeus E as derramei com vontade, para secá-las pra sempre

Caminante no hay camino

21/12/2011 Sonhos Viciados

Passo a noite clamando pelos becos

Certa vez me apaixonei pelos becos de uma mulher. Aceitei o jeito que ela diz bom dia. Ou quando era mais moço o modo que ela me enchia de esperança. Era uma moça, dessas que se vê por ai, com suas manias, inseguranças, temperamento instável. Com dias de festas, outros sombrios e alguns de rejeição. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: