03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo
18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo
26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo

Sem Título (ou a falta que faz uma boa dose de esperteza)

26/11/2010 Coletivo

Tomo um gole desse copo estranho,
que invade a garganta,
dilata as veias e me tira o sono.

Tomo uns desses xeque-mates do destino.
Com os olhos cruzados
e a boca ainda ardendo.

E nesse copo maldito,
tem todas as mãos que vieram ao meu
corpo.
De todas elas… as que se entregaram.

Das moças sem nome,
das divinas e puras e
até das putas com codinome.

Nelas perdi meus melhores minutos
Minhas mais sinceras gotas de suor
Meus pensamentos mais putos
Minhas idéias mais loucas

Nas saudades delas me perdi nas noites
Reclamando, como quem tem razão
Que de mim mal lembravam…

Sentado pelos bares, com o copo a mão
Tomo outro gole… e nem me lembro mais,
Se contei a tal história de todas elas…

Ir ao post original

Noites Vadias

22/11/2010 Coletivo

5 cervejas, 20 cervejas
Quantas cervejas pra me redimir
Se os conselhos já não posso ouvir
Quantas pernas ainda posso perder?

Quantas pernas quentes podem me abraçar
Em noites que o mundo me joga ao chão
E a face de todas elas é pouco pra me parar
Mesmo se ouço a voz de todas elas… minha resposta é não!

Eu gosto de todas elas, e amei todas elas
Mesmo que num segundo perdido
Ainda assim, confuso, fui delas
Enquanto seus suspiros foram meus

Nas perdidas noites entre amarulas e absintos
Onde fui seu em cada centimetro
Tirano de seus mais loucos gemidos
Cativo de todas suas vontades

Me assusta saber, que adorme em outros braços
Sentes outros gostos, morde outras carnes
Se perde entre sussuros, conhece outros abraços
Mas no laranja que esplode nas noites
Eu lembro dela! E no mesmo gesto, sei que pensa em mim

E nas suas mais loucas aventuras
Sou eu o homem de suas histórias
Por mais que finja loucura
É o meu nome calado que quase sai de sua boca

Ir ao post original

Velhos Ladrilhos Coloridos

21/11/2010 Coletivo - Colunas

Ladrilhos me lembram infância
ou tarde na praia.
Por vezes anos 20.
Quem sabe um amor corroído pelas traças

Ladrilhos molhados e coloridos
Me lembram os sorrisos que costumavamos dar
Quando as noites eram pra deitar
E os dias bem menos corridos

Ladrilhos coloridos e brilhando
Na calçada e no quintal
Me lembro dos mais velhos conversando
Reclamando dessa vida tão normal…

Ladrilhos coloridos
me lembram teus ângulos secretos.
Teu ventre ébrio
e tua pele molhada

Ladrilhos coloridos
é fanta de garrafa
joelhos ralados
e um riso em sua cara

As lembranças dos velhos ladrilhos coloridos
Que amanheciam e via as cores do tempo a passar
E sentia o vento levando os tais sorrisos
Ouvindo ao longe minha voz de criança a me chamar…

Ir ao post original

Passando…

26/10/2010 Colunas - Gritos do Nada

Já é hora… vá, desista dos sonhos…
O tempo passou, o que você quer ser?
Não há mais tempo para ingenuos tontos
A idade cobra, achou que poderia correr?

Não adianta desviar seu olhar
São palavras pra você!
Fingindo juventude no espelho
Está cego pras marcas do tempo a passar?

O que já fez? O que ainda falta fazer?
Jogou suas ideologias no cinismo…
Perdeu heróis, perdeu vontade…
O que ainda falta perder?

Trocou os sonhos pelo passar do dia
Pelos minutos, curtos, em que pôde sorrir
Deixou pra traz aquelas verdades eternas
Será que já acreditou de fato nelas?

Olhe as fotos e permita-se sorrir
Das certezas que já teve
Que esvaziaram-se no meio do trânsito
Nos dias longos de trabalho…

Mas… Há a esperança que dança comigo
Que não me deixa sozinho no espelho
Que me lavanta e me tira um sorriso
Maldita esperança que ainda me faz respirar

Das certezas do dia, das dúvidas da noite
Entre os copos na calçada, fingindo dignidade
Entre os corpos nas noites, sendo eterno
Acordando pra vida… querendo amar…

Onde está você? Ideal jovem que tive, que fui…
Já é hora de dizer, sem pesar…
Eu morri… pros sonhos que cultivei
Pra viver inteiro, sem ressentimentos
A realidade com a qual posso lidar

Ir ao post original

Existe um lugar para se morrer

20/10/2010 Colunas - Sonhos Viciados

Eu comi um lanche velho e gorduroso
revesti meu estômago com uma pinga envelhecida
em estantes empoeiradas e garrafas milenares.

Meus olhos travam na dança de putas
que se perderam nos dias e no requinte da sujeira
No embalo de uma Jukebox
que insiste em tocar hits Paraenses.

Pensei num modo voraz,
de descrever as vadias,
de alertar as crianças.

Pensei por dias, por anos,
como descrever aquele lugar.
Aquele sujo lugar esquecido, numa esquina qualquer.

Que ainda vive, com os mesmo detestáveis,
com as mesmas putas e a mesma pizza de gosto ruim.
Com os sonhos que se revezam em fichas de caça-niqueis.

Ali, nos copos cristalinos de uma pinga qualquer
ou num espumante colarinho de cerveja,
vi as histórias nascerem,
Malatesta se calar.
Lênin tremer.

Risos juvenis atravessaram as madrugadas,
naquela esquina acolhedora de vagabundos e sem destinos
palavras engolidas ficaram frequentes,
na garganta de quem já aceita muita coisa.

No pó escondido no bolso,
do bêbado de olhar profundo.
Se misturaram.

Daí surgiu os ingredientes, a platéia, os figurantes
das aventuras que se renovam.

E temo dizer, que a idade nos abraça.
Como a esquina que engole cada ser que flutua
sem atenção numa noite em que seres sabidos
dormem em suas camas quentes.

Fugir é o certo
e ser jurado de morte nesse lugar terrível é um erro
em que correr nem sempre vale a pena.

Ir ao post original

Recordar é viver

14/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Deus, Mamilos e Sonhos de Pobre!

E Deus me fez sem seus problemasSei lá mesmo se Deus me fezTenho tanto defeito comigo Que tenho nojo do pobre perdidoQue deve ter infecção até no mamilo Mas… Acordei bem longe essa manhãNum lugar, distante que não queria estarAcordei e tinha que pegar o ônibusContei moedas pra passagem pagar Não, não sou assim o […]

Leia mais…

06/09/2011 Resenhas de Livros

A Luz do Sul – Osvaldo Junior

Sabe aqueles textos que a gente escreve no calor de um amor, as vezes correspondido e as vezes não, que a gente tem vergonha ou receio de mostrar as pessoas por que as vezes não temos distanciamento pra saber se é bom ou ruim? Ai ficamos inseguros e lá se vão bons textos, cheios de […]

Leia mais…

03/09/2011 Backstage

Resenhas de bares – Prólogo

Uma nova coluna no site está vindo. Resenhas de bares. Uma brincadeira cheia de verdade, uma novela da vida real, um fungada na literatura. Uma espécie de extrato da realidade onde é permitido uma mentirinha. O que vale é o conto, a história, o texto, claro que um detalhe e outro do lugar vai acabar […]

Leia mais…

18/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Interlúdio sobre o tempo

As horas distorcidas. A mente viciada em rotações assíncronas. Os copos enchem, o corpo esvazia. As memórias somem, destroçadas como fuligem. Sinta o seu próprio silêncio. Interlúdio sobre o tempo. Interludio sobre o tempo from Thiago Hernandez on Vimeo. […]

Leia mais…

18/11/2011 Backstage

Numa sexta sem breja…

Eles sofrem o frio e a chuva, são como sombras magras deitadas na rua. Me parece que conhecem o lado ruim e só esse lado, mas nem devem sofrer mais, acredito…[quote_right]Perdem o pudor, junto com o resto de sanidade[/quote_right] Pedem, roubam, vendem, cheiram, viver mesmo nunca vivem! Sorriem sorrisos desfalcados, para o espelho dos vidros […]

Leia mais…

08/11/2016 Gritos do Nada
Prefiro as nuvens que chovem em mim O céu cinza claro da minha cabeceira

Sobre a ilusão de não possuir eira ou beira

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: