26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Tempo

05/06/2010 Gritos do Nada

Se existe de fato algum deus remanescente do nosso passado pagão esse deus é o Tempo.
Ainda nos prostamos diante de suas representações, como o relógio, o calendário e é ele quem dita o nosso sono, a nossa fome, o nosso trabalho…
Tudo é regulado pelo e para o tempo. E ele nem se importa com a gente, passa segundo após segundo sem ligar se estamos atrasados, se estamos gostando do que está se passando, ou se estamos sofrendo…
Mesmo assim sentimos que o tempo é relativo, e parece de fato que 1 minuto de amor passa num piscar de olhos…

Nem tudo se acaba com o tempo
Mas nada existe que seja imortal
E mesmo o mais forte dos homens
Cai diante do peso do grande mal

Não há nada que a velhice não resolva
Nada que o tempo não cure
E mesmo a mais inquebratável impáfia
O tempo também a desnuda

De que me valem os sorrisos passados
As ligeiras e insoles alegrias
Se é com o tempo que brigo
E perco um pouco a cada dia

Ele não nos dá opção
Sadista, nos derrota devagar
O que nos resta é um pouco de pão
E a vontade de não parar de lutar

E não há nada a frente nos aponta o destino
Há ainda um caminho a fazer, a trilhar
E de páginas brancas se faz o futuro
Será infinito? Não se sabe, escreve-se sem olhar

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Exercício de Escrita II

14/05/2010 Colunas - Gritos do Nada

Já sonhei ser um dia sozinho
E me vi sonhando algo que não vou realizar
Pois mesmo conhecendo o mundo e vendo ser mesquinho
Sou um ser incapaz de sentar e ficar…

Procuro os belos braços que me tirem do frio
Me apaixono por um minuto, sem de fato me apaixonar
Mas quem entende esse sentimento covarde e inseguro?
Que me arrasta loucamente de corpo em corpo sem amar…

E todas as bocas preciso beijar
Todos os palavrões devo dizer
Os copos à minha frente tenho que esvaziar
E nenhum arrependimento me permito ter…

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Exercício de Escrita

12/03/2010 Colunas - Gritos do Nada

E a brincadeira chega ao fim…
Quanto tempo pensei que ela ia sustentar?
Estava imaginando um futuro pra ela ou pra mim?
Que horas pensei que ela iria ficar?

Estava claro que não seria por muito…
Que, talvez, rapidamente ela iria cansar
Não sorrir dos meus poemas, do meu discuido…
Viraria as costas, não iria conversar…

E agora ela se foi, elegante nem precisa do adeus
Não me disse uma só palavra de recriminação
Parou de falar comigo, não responde aos e-mails meus
Me deixando parado, confuso… sem ação…

Era um jogo, eu acho que já disse…
E já disse que sentia a derrota por perto
Eu, do alto da meu orgulho, me julguei esperto
E sou apenas mais um tolo, mais um patife…

E ela se foi, quadrados amarelos do lado do seu nome
Que não me enxerga, não vê… não me responde…

E as bobeiras que escrevi? Nas lembranças vão ficar?
Todas as pistas que eu deixei… coisas que falei…
Vão ficar no ar… vão ficar pairando…
Mas vão cair… ninguém vai ficar esperando…

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Cansado

25/02/2010 Colunas - Gritos do Nada

E se parar de viver?
Admitir o cansaço e ficar?
Deitar na cama e morrer?
Assistir o fim sem chorar?

Estou melancólico hoje…
Tinha uns sonhos guardados
Quem sabe eles não emboloraram?
E agora, verdes, nada dizem a mim…

Abri meu coração, e não estava como quero
Era a mesma massa, mas não o mesmo pulsar
Talvez culpa dos sonhos perdidos, eu espero
Que serei eu agora? Já que não quero mais sonhar?

Não sei mais onde é fantasia, onde é o que sinto
E descubro que não quero mais sonhar porque que não quero dormir
E sei com certeza que quando estou rindo eu minto
Já que não pode ser verdade ainda ter vontade de sorrir

Perdão se decepciono sua ilusão de felicidade,
Se não ligo de ver mais lágrimas a cair
Mas a verdade sempre soube que é maldade
E eu só sei falar verdades sem sorrir…

Sem dramas ok? Nem tudo é sobre você
Porque aqui, onde meus dedos mandam
Sou personagem principal e vilão…
E, as vezes, minha própria inspiração!

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Recordar é viver

24/04/2010 Colunas - Sonhos Viciados

Como dizer adeus

Hoje acordei pensando num jeito incrível,num modo certeiro de te dizer adeus.Eu, que nunca soube como. pensei em faixas douradas,em cartas rebuscadas,em fotos, em extratos, em esquemas matemáticos. Mas não, a mão se recusou,o orgulho relutou,os ossos tremeram. E entendi, e foi assim,que disse olá ao bravo mundo novo. […]

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27/01/2016 Sonhos Viciados
Cavo um poço com as britadeiras dos meus olhos sangrentos e os estilhaços lapidam os corações de todos os seres rastejantes do vale do Anhangabaú.

Piazzas VI

06/10/2011 Coletivo

Coletivo Um Um – Cólera das noites

Eu e os lobos nesse quarto, até essas tantas da noite. Um fio de luz queima nossos olhos, ninguém se importa. Nossa pele pútrida cai aos poucos, nossa boca soletra os mesmos erros e nossos corpos vão pra longe, cada vez mais distantes. Cada ser entoa suas lamúrias, seus grunhidos, se esfrega em outros corpos […]

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29/04/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Amor de muito longe

Hoje senti saudades dos meus versos proféticos,Deve ser as férias longas ou a idade destruidora [que afastam as minhas certezas] Hoje senti saudades das minhas verdades,As cegas e as possíveis. Senti saudades das mesas e quando a gente ria sem se preocupar. As garrafas se acumulam na sala.As roupas suadas exalam o cheiro nativo do […]

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09/07/2009 Colunas - Gritos do Nada

Espera Repentina

Num desses dias de muito tesão e muito preguiçaVou querer escrever algo que fale o que souComo estou, e porque ainda estou aquiE sei que não vou saber o que falar Num dia desses de chuva fina e leniência grossaQuero poder fazer o que faço melhor, e sorrirQuero ser apenas mais um no muro, só […]

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19/05/2012 Gritos do Nada

O destino era longe

Destino era um lugar distante, lembro que era Que a gente caminhava sem chances de chegar Destino era mais que determinismo Destino era uma mentira boa de contar Tinham os caras legais sem destino Na TV, sessão da tarde com moto e estrada Enquanto a gente subia no busão Destino: O fim dos sonhos, desilusão […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: