Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]
Coquetel de amor para os dias viciados
As vezes, muitas vezes a gente acorda.
Escova os dentes, bota umas roupas cheias de comfort.
Coleta os passes, acerta os relógios.
Morre em escritórios com ar-condicionado e café expresso.
Emite os bom dias e os boas tardes.
Esconde a face negra e olhos inchados da noite passada,
esconde os pensamentos sombrios,
de querer arrancar os braços do figura ao lado.
Por fim, ao cair a noite,
cai os dias,
os comuns de morte,
com o pensamento enganado,
achando que é alivio.
Eu só preciso de um jeito.
Ou pensar numa fórmula,
de fazer um molotov.
Ou um explosivo terrível.
Que queime nossos corpos,
que quebre nossos ossos.
Um que seja vermelho,
que deixe nossos dedos
buscando novas formas de nós mesmos.
Ou que nos estrondos,
acompanhe as palavras e os gemidos,
que seja um explosivo,
um coquetel poderoso.
Que arrebate a calmaria dos dias.
Que destrua as estruturas,
ou até a nós mesmos.
Só seja um raio que desperte
os desejos de um amor intenso.