26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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Coquetel de amor para os dias viciados

24/01/2011 Sonhos Viciados

As vezes, muitas vezes a gente acorda.
Escova os dentes, bota umas roupas cheias de comfort.
Coleta os passes, acerta os relógios.
Morre em escritórios com ar-condicionado e café expresso.

Emite os bom dias e os boas tardes.
Esconde a face negra e olhos inchados da noite passada,
esconde os pensamentos sombrios,
de querer arrancar os braços do figura ao lado.

Por fim, ao cair a noite,
cai os dias,
os comuns de morte,
com o pensamento enganado,
achando que é alivio.

Eu só preciso de um jeito.
Ou pensar numa fórmula,
de fazer um molotov.
Ou um explosivo terrível.

Que queime nossos corpos,
que quebre nossos ossos.

Um que seja vermelho,
que deixe nossos dedos
buscando novas formas de nós mesmos.

Ou que nos estrondos,
acompanhe as palavras e os gemidos,
que seja um explosivo,
um coquetel poderoso.

Que arrebate a calmaria dos dias.
Que destrua as estruturas,
ou até a nós mesmos.

Só seja um raio que desperte
os desejos de um amor intenso.

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Suspiros

11/01/2011 Colunas - Gritos do Nada

Suspiros, só quero viver pra ter seus suspiros
Provar suas curvas, seu calor
Te fazer morrer em meus cálidos braços

Me perder nos devaneios
Onde me beijas a boca
E eu toco seus seios…

Ver as roupas que caem pelo quarto
Os corpos se misturando entre sussuros
Onde nada além disso é perfeito

Me afogar em seus cabelos
Querer morrer deitado em seus seios
Pra nascer feliz entre suas pernas

Que gritem conosco as paredes
Que acordem vizinhos e reclamem
E que o pudor não nos alcance

Que não me peça nada, faça
Pois não lhe pedirei, farei

Que não contemos por vezes
Que contemos então por horas

E de novo, e de novo…
Até as pernas não obedecerem mais
Até o mundo acabar a nossa volta

E no fim, lá no ultimo sorriso
Estará grudada em mim como um cabelo
Presa a minha pele pelo suor que provocou

Um dia vou morrer, só isso é garantido
Mas se um último pedido tiver,
Quero estar apaixonado até os meus últimos suspiros

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Último Romance…

27/12/2010 Colunas - Gritos do Nada

Um ano, dois sei lá…
Acho que minha vida inteira podia esperar…
Pelo amor mais que certo que lhe tenho
Pela esperança gostosa de te beijar

Ah essa história incompleta
Que é mais inteira que todas as que já vivi
Que parece que vai arrastar-se por décadas
Única história que me ouviu dizer: Me arrependi

Será meu ultimo romance? Será?
Olha sua boca e só consigo pensar
Que, querendo ou não…
A sua boca será a última que vou beijar

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Amiga Amante – 2º Versão

16/12/2010 Colunas - Gritos do Nada

Das amigas a que mais amei
Dos amores o mais amigo
O corpo com o qual mais sonhei
Que me faz sorrir sozinho…

Das viagens que mais gostei
Das vezes que perdemos o juizo
Das bebidas que tomou e que tomei
Das camas que viraram esconderijos

A mulher que admirei
Que quando conheci, gostei mais
Que faz o que quer, vive sem lei
Daquelas que pode sorrir quando olha pra trás!

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Dos abraços sem beijos…

Das amigas a que mais amei
Dos amores o mais amigo
O corpo com o qual mais sonhei
E que me faz sorrir sozinho

Das cervejas, papos, loucuras, risadas e idéias
Que saem facilmento quando vejo seu sorriso
Das conversas bem nossas, que são até conversas velhas..
Da sorte de poder desfrutar um pouco do mundo contigo…

Das verdades, que já foram meias, e agora espalham-se pela mesa
Que ruboriza seu rosto, e no mesmo rosto coloca o sorriso mais lindo
Que me faz ver estrelas, que me faz ter a tal certeza
De que quero ter muito mais que apenas poucas horas sorrindo…

Será sinceridade todas as palavras que disse?
Será que alguma vez exagerei?
Olho nos seus olhos e posso repetir tudo, sem desviar o olhar…
Mas de fato é exagerado, assim, como também, o bem que me causa te ver…

E não, ainda não senti o sabor de sua boca…
E quem me dera ter também essa saudade pra sofrer…

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Recordar é viver

17/05/2018 Gritos do Nada
A rede social não é rede é quase espelho A bolha cria narcisos que sempre certos

Essa vai pro feice

24/11/2015 Sonhos Viciados

Meu verso livre.

Meu verso livre, sufocado.

31/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Sepulcro Domingo…

Domingo é um dia pra se morrer.Com suor de sábado profano,com as imagens da sutileza de moças dançando. O Sol manhoso aquece os velhos que lavam as garagens,os olhos que lacrimejam e distorcem as cenas [que eu mesmo não quero ver] Os cadarços soltos indicam o caminho,a modarça não esconde a voz judiada pela cerveja. […]

10/09/2011 Backstage

Adorável destino dos meus trocados

Acabei de sair da livraria e sempre que saio dela lembro de uma entrevista do Fernando Henrique que dizia que seu único mal era gastar dois mil por mês em livros. Digo isso pois acabo de sair de uma com dó de gastar 38 reais. Na pirâmide estou posicionado junto aos caras que de assustam […]

04/09/2011 Resenhas de Bares

Kantinho, com K mesmo

Estou aqui no bar, esperando não sei o que. Ou quem sabe não sei quem. Nem precisa falar, a posição de quem espera realmente não é das melhores. Mas espero, num bar em frente ao metrô vergueiro, em São Paulo e eu sei que é triste, ou falta de habilidade na escrita, mas minhas histórias […]

09/11/2012 Zumbido Fugaz

Garoa

Por ventura eu estou ficando cansada é só do mundo e de mim esse esmalte é tão comum essas expressões e pessoas… A cobrança é sempre a mesma o discurso continua igualmente preso as calças de cintura alta voltaram me recorda isso o eterno retorno que tanto atormenta uma jovem amiga… Mas chega um rapaz […]

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: