O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]
Coquetel de amor para os dias viciados
As vezes, muitas vezes a gente acorda.
Escova os dentes, bota umas roupas cheias de comfort.
Coleta os passes, acerta os relógios.
Morre em escritórios com ar-condicionado e café expresso.
Emite os bom dias e os boas tardes.
Esconde a face negra e olhos inchados da noite passada,
esconde os pensamentos sombrios,
de querer arrancar os braços do figura ao lado.
Por fim, ao cair a noite,
cai os dias,
os comuns de morte,
com o pensamento enganado,
achando que é alivio.
Eu só preciso de um jeito.
Ou pensar numa fórmula,
de fazer um molotov.
Ou um explosivo terrível.
Que queime nossos corpos,
que quebre nossos ossos.
Um que seja vermelho,
que deixe nossos dedos
buscando novas formas de nós mesmos.
Ou que nos estrondos,
acompanhe as palavras e os gemidos,
que seja um explosivo,
um coquetel poderoso.
Que arrebate a calmaria dos dias.
Que destrua as estruturas,
ou até a nós mesmos.
Só seja um raio que desperte
os desejos de um amor intenso.