18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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Só queria ficar em silêncio…

20/12/2009 Gritos do Nada

Não queria falar de filosofia!
Na verdade eu nem queria falar…
Queria era ouvir essa sinfonia
Que ouço pela rua ao caminhar

Mas eu acabo falando mesmo…
Essa boca fica aberta
Vejo palavras a saltar:

Está tão claro que não sou mais belo
Que me parece perda tempo me olhar
Sim, já faz muito tempo que não sou o que quero
E nem me desejo, sou alguém pra se cansar!

Estou fraco hoje, então vá embora
Não converse comigo, nem tente me alegrar
Outro dia quem sabe, chega a disforra
Hoje minha flor, é melhor eu me deitar…

Não disse que falaria?
E olho essas frases ai em cima…
Estou quase feliz… quem diria?

Ainda passeio essas mãos pelo teclado
Hoje nem preciso olhar pra tela
Tem palavras que conheço, que são o meu fardo
Alegria, amor, culpa, morte e vela!

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Coletivo Zero Quatro

18/12/2009 Coletivo - Colunas

Dia em dia — Noite em Noite
Via cada minuto solto
Estourar minha carne com um açoite

E era tão clara a dor
Via o céu borrar
Um desejo se abria em flor
Tinha medo de partir
Não tinha motivos pra ficar

Mas quem diga que venci os lençóis.
Faz tempo, Amor, que dexei de guerrear.
E fiquei até o fim,
só pra poder ver o final.

E entre minhas armas falhas,
meu corpo seco e arruinado,
entrelacei meus braços aos seus.
meu corpo quente ao teu.

E fiquei, derrotado pelo clima quente,
entregue nessa cama e quarto escuro.
Com a culpa corroendo.
Incomodado pelo silêncio.
[ eu devia ir pra casa ]

Não que eu tenha nojo do lençol manchado,
nem da sua maquiagem borrada,
mas sabe, Amor, eu não tenho motivos pra ficar.

Eu miro o olhar no teto e desisto.
Lá fora continua me assustando
e encarar nossas faces pecadoras
me espanta.

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Pausa 01

16/12/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Hoje eu olhei pro calendário, pensei em todos os dias, até nos escuros, alías foi nos sombrios que me atentei. E me pareceu um tanto engraçado senti-los agora, tão distantes. De alguma forma seguimos em frente, já não somos mais tolos e nem tão desesperados a ponto de pensar que alguma coisa seja insuperável.

Os dias vieram e foram arrebatadores, deixaram suas marcas e vão continuar sendo cruéis. E vamos indo, com as marcas todas ou com tudo resolvido. O processo pode demorar anos, dias, meses, quem sabe?

Pode ser que visite os piores lugares desse mundo, ou que sinta o cheiro do inferno. Pode ser. Só me diga que voltará revigorado e muito melhor que a ida. Pois é assim, que os dias foram, entre os muquifos estranhos, com gente estranha. Gente faminta e remendada, gente com tristeza no olhar. Quem foi que levou todos os sonhos? Os delas e alguns dos meus? Não vale dizer que foi os dias… Talvez começamos tudo errado, certos que daria tudo certo. Pois mais que se creia o mundo não será mudado, ele é tão estranho como nós. Perfeito, não acha? Tem os lugares sujos, pessoas sujas, lugares puros e pessoas puras…

Tem desejo, e gente desejando. Tem mares de pecado e pecadores de sobra. Ah! uma puta sinfonia regida pelo tempo. Dá pra degustar de tudo, me dei conta assim, olhando pro calendário. Dos sias todos, os comuns, os infernais, os puros, os apaixonantes, os amorosos… Dias e dias.

Eu devo agradecer, eles foram arrebatadores

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Chato!

07/11/2009 Colunas - Gritos do Nada

Fico ouvindo esses murmurios lá fora
E me dão sempre muito sono…
Estou cansado disso tudo ai…

E acordo tarde, durmo tarde…
Espero nunca encontrar ninguém pra onde vou

E mesmo assim eles me cansam…
Esses garotos com celulares arrotando Funk
Essas meninas de mini-saias gritando e rindo
Os amigos que falam alto e bebem… me cansam!

E não me venha falar em idade, em chatice minha
Essas pessoas é que não se tocam!
Quem foi que disse que eu mereço ouvir a nova MC Créw?!?
Ou que quero ver decotes de seios imberbes de menininhas assanhadas?!?

O mundo anda tão mal-educado e sem noção
Que sinto, aqui sentado esperando o murmurio passar
Que o melhor a fazer é dizer sempre não!

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Recordar é viver

14/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Deus, Mamilos e Sonhos de Pobre!

E Deus me fez sem seus problemasSei lá mesmo se Deus me fezTenho tanto defeito comigo Que tenho nojo do pobre perdidoQue deve ter infecção até no mamilo Mas… Acordei bem longe essa manhãNum lugar, distante que não queria estarAcordei e tinha que pegar o ônibusContei moedas pra passagem pagar Não, não sou assim o […]

30/05/2012 Gritos do Nada

Tem dias que os fardos pesam mais

Tem dias que os fardos pesam mais Nesses dias a vida fica mais pesada E só o bar e sua cachaça me deixam feliz Tem dia que o capataz pede mais pressa, irrita-se, impaciente E cada grito, palavrão e ofensa são como lapadas de um chicote E nesses dias, entre as sacas do porto, penso: […]

02/07/2014 Gritos do Nada
Tomei dessa vida seca, desse vinho seco. Bebi desse sangue sujo... me embriaguei

Quero recomeçar (letras para um amigo)

27/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Exercício de Escrita III

Tanto tempo fui tão poucoTão pouco eu por tanto tempoTempo louco, sem eu em mimPouco tempo disposto a ser assim Tem esse gosto de disgosto que me afrontaAssombra a sombra da vida que despontaDescer ladeiras, escorredeiras sem arteDe uma ladeira onde o sol bate e arde Desejo o minuto que passou e foi apressadoJogado segundo […]

02/11/2013 Gritos do Nada
Somos agora o que somos Porque só hoje somos nós

Ela, de novo!

17/08/2013 Gritos do Nada
Depois do sexo deixamos de ser virgens, mas não de sermos cabaços.

Mulher (assim com maiúscula)

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: