26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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E se…

10/01/2010 Colunas - Gritos do Nada

E se vc perder?
Me diga: E se não for você?
Que horas vai chorar?
Quanto vai sofrer?

O que esperava dessa noite?
Soluções, pedidos… amor?
Te provo e me perguntas o que acho…
Quer me ouvir dizer que foi bom?

Ah! Tanta maldade tinha pra dizer…
Mas, ali, na hora, tive só vontade de ir…
Não vem com essa de voltar a sofrer
Diante dessa merda, eu quero mesmo é sorrir!

E toda essa tralha que escrevi?
Vai jogar pelo ralo? Vai queimar?
As histórias que contei, as muitas que menti
Onde vai guardar, de onde vai me olhar…

Quando terminarmos essa conversa
Quando fechar os olhos…
Vou sair do espelho e te pegar!
Sou eu e eu de novo… um quer ficar!
O outro explodir!

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Fiz dos teus secretos pêlos meu confessionário

30/12/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Todos os meus gestos trouxeram mulheres,
e minhas mãos as tiveram como se fossem as únicas.
Minhas puras e divinas moças,
pra se perder nesses lençóis maldosos.

Assutadas as paredes me deram golpes,
por ouvir seus gemidos, de todas as intensidades.
E eu na calmaria, arruinado pelo cansaço,
disse baixinho enquanto uma delas dormia.

Declarei a minha terrível verdade.
Que penso sim, ser pra todas elas,
o melhor dos amantes.
O único sangue que vão lembrar,
quando o calor tomar o meio de suas pernas.

Quero ser pra todas a lembrança mais profana.
O desejo que lhe roube o folêgo e seja as minhas mãos,
o lugar certo pra deitar seus seios.

E quando fechar os olhos na noite,
entregar pra mim o último pensamento.

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Matadores, Cânfora e amores

22/12/2009 Colunas - Sonhos Viciados

São cinco da manhã e acabei de sair de um lixo de bar escondido num beco estranho dessa cidade, estou cheio de blusas e nem me aguento de tanta cerveja barata e ódio concentrado. Estou bebado e nem é de tanta cerveja, afinal, nem sei o que acontece. Sei que os sintomas são os mesmos. Sei também que acordei com esse instinto incontrolável. Um terrível matador, um assassino treinado.

Foi por isso me juntei aos detestáveis dessa cidade nessa noite friorenta, pois sempre preciso de um retiro espiritual, em cada último sopro ofegante de cada ser horrendo que extermino eu congelo e as imagens pipocam na minha cabeça. Estar junto com os vermes me faz sentir melhor, porque de algum modo me sinto como eles, escondo minha cara, com certo receio que percebam nos meus olhos o desespero dos estranhos que tive que aniquilar. E acumulo, desespero desses estranhos, quiserá eu botar em potes ou deixar em doses toda vez que levo as flores no triste funeral. É, sempre apareço nos funerais, deve ser pra se confirmar o sucesso do serviço, talvez. Verdade é que eu sempre volto. Sempre apareço.

Me atormenta toda vez que recebo notícias, seja de longe, ou de perto. Deve ser por isso que é dificil de me encontrar, estou nessa eterna fuga, das noticias, dos olhares. Só confio nas minhas mãos plenas e no ouvido treinado.

Sim, ando atormentado. As noticas não param e como vingança estão todas no meu colo, pulsando e pulsando. O passado com vestido de noiva, o choro das mulheres viúvas, as crianças descontroladas, estão aqui, todas me encarando. Nem minhas mãos puderam contar e nem pude ouvi-las se aproximar. Se assim fosse, daria tempo de ir embora outra vez.

Ir embora outra vez.
Ir embora outra vez.

Eu acendo um cigarro e monto minha cara de matador terrível. A fumaça me enche o peito e fico na espera do sono me pegar.

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Coletivo Zero Cinco – Nasci da boa vontade de prostitutas!

21/12/2009 Coletivo - Colunas

Tece o mundo lá fora um rosário
E eu rezo junto, mesmo sem crer

Escuto esses sussuros de disforra
Vejo nas ruas sangue e lágrimas a escorrer

Não vi mais decência ou clemência
Onde estarão os bons corações?

Se perderam nesse luto, nessa crença?
Onde a idéia de 1 mata milhões?

Nem sei se é mais ódio,
sei que me fere e cansa os olhos.

Quero a esperança de antes,
brotando no peito.

A certeza que nas mãos,
minutas mãos, haveria salvação.

E hoje me parece,
que ninguém quer ser salvo.

Vejo os bares cheios,
as vilas mortas.

Nem as igrejas mais,
gritam como antes.

Todos congelam na frequencia,
de microondas e televisores.

O gosto estúpido,
corta as paredes do estômago.

O balanço do trem cheio me deixa com nojo.
As pessoas viciadas nem percebem minha vista turva.

Esse discurso parece dos velhos russos,
que nem viram suas vilas floridas.

E eu, nem quero que termine,
quero ver essa cidade odiosa.

Quero sentir seus becos escuros,
seus bares mediocres.

Quero cortar meus braços,
e que essa noite estoure meus miolos.

mais uma vez.
Eu rezo junto sem crer.

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Recordar é viver

03/05/2012 Colunas - Sonhos Viciados

A hesitação do assassino

A boa breguice de quem ama. A hesitação anterior do disparo do assassino. As caras opostas desse nosso amor bandido. A tua face rosada depois de uma hora de sexo louco, os fios de cabelo presos na testa, entregues ao suor, fruto do teu cansaço. As imagens se reconstrõem na tela branca da minha perversão. […]

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11/05/2011 Coletivo - Colunas

Coletivo Um Sete – Fui tão pouco…

Do prazer de te ver, te ter, te tocarRespiro esse gás como clemêncianos intervalos que não estou lá dentro.Das horas, perdidas horas, que posso lembrar E quanto nos perdemos, em noites de não pensar no depoisDos sorrisos que viravam lágrimas, pela tristeza do que sóisNos instantes que alucionado comi teus saborese arrependido solucei no mesmo […]

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22/11/2010 Coletivo
Por mais que finja loucura é o meu nome calado que quase sai de sua boca

Noites Vadias

25/02/2010 Colunas - Gritos do Nada

Cansado

E se parar de viver?Admitir o cansaço e ficar?Deitar na cama e morrer?Assistir o fim sem chorar? Estou melancólico hoje…Tinha uns sonhos guardadosQuem sabe eles não emboloraram?E agora, verdes, nada dizem a mim… Abri meu coração, e não estava como queroEra a mesma massa, mas não o mesmo pulsarTalvez culpa dos sonhos perdidos, eu esperoQue […]

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13/03/2013 Colunas - Gritos do Nada

Começar um diário, dois corpos em frangalhos

No chão da sala 2 taças de vinho usadas Jaz pelo caminho uma garrafa de vinho vazia Na pia 2 latas de cerveja acabas Pia cheia dos talheres e pratos da lasanha comida Na cama bagunçada 2 corpos em frangalhos Que foram 1 novamente na noite comprida 2 meses de casado realmente é marco Mas […]

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23/10/2013 Gritos do Nada

Troquei de Óculos

Troquei de óculos há quase um mês atrás e pra mim é sempre dramática essa hora de trocar, adio o máximo possível! Sou reticente demais a mudanças e como uso óculos desde os 12 anos me apego demais a eles. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: