26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo
18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo
03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo

Sonho Infernal

26/06/2013 Gritos do Nada

Ele sentou-se sobre uma das montanhas de carne podre e sangue e de lá pode admirar o espetáculo infernal de seres vermelhos e negros com garras e dentes destruindo e despedaçando as almas e corpos dos que haviam pecado.

E por mais que gritassem, que suplicassem, suas almas não seriam poupadas, seus algoses sorriam e gritavam seus pecados ainda mais alto do que podiam gritar de dor e horror as pobres almas.

[quote_left]Ele não sabia como, mas sabia que as almas sentiam todas as dores e medos…[/quote_left]E sua dor era eterna! Pareciam que sofriam desde sempre e sofreriam para todo o sempre, pois por mais destruídas, por mais despedaçadas as almas não terminavam, para um deleite quase sexual de seres cruéis e felizes!

O horror enfim lhe tocou e precisou virar o rosto, porém nenhum ângulo era melhor…
Do outro lado viu um lago de fogo e sangue onde as almas derretiam sem nunca parar. Via os braços levantarem-se numa vã tentativa de safar-se da dor…

Ele não sabia como, mas sabia que as almas sentiam todas as dores e medos, além de fome, sede e sono… e tudo pra sempre.

“Pra sempre” era a grande maldição…

Não consegui mais então fechou os olhos e quando os abriu viu um cortejo grotesco de novas almas, que eram puxadas pelos monstros para horrores que ele não sentia-se capaz de descrever ou ver…[quote_right]Lembrou do sonho e lá no inferno a dor parecia ser eterna, mas na sua vida parecia também ter sofrido pra sempre.[/quote_right]

Acordou!

Suspirou de alivio, mas viu da sua barraca de papelão um garoto roubando de outro um cachimbo e após conseguir procurou no chão sujo e molhado os restos de pedra que caíram durante a briga. Ao lado destes uma mulher grávida cheirava cola e bebia e também parecia fingir que não tinha dentro de si outra vida por destruir…

Deitou novamente a cabeça sobre os restos de rouba que usa de travesseiro e lembrou-se da sua mulher agora distante e de tudo que perdeu por vicio e fraqueza…[quote_left]”Pra sempre” era a grande maldição…[/quote_left]
Tentou lembrar da última vez que sorriu de verdade, sem o auxílio do álcool, e só conseguiu lembrar do cheiro terrível que existe nos cantos perdidos onde dorme que impregna em sua pele de tal forma que nem ele mesmo consegue mais se livrar…

Lembrou do sonho e lá no inferno a dor parecia ser eterna, mas na sua vida parecia também ter sofrido pra sempre.

Ir ao post original

Desesperada Esperança

24/06/2013 Gritos do Nada

Desesperada desesperança
Acostumado com o fracasso
Porque faz o mesmo caminho
Quem é acostumado com cabresto

Espera hoje por um futuro melhor
E logo oferecerá o pescoço ao laço
Ovelhas que chamam os lobos
Espertos que são apenas tolos

Ah minha animada esperança que se consome
E quase some no meio da festa que virou

Desesperada desesperança…
De quem já não quer acreditar?
Que não acredita que quem espera alcança
Mas sabe que quem sabe faz a hora e não espera

Desanimada desesperança
Que se perde na lembrança
Dos punhos cerrados e dos gritos
Dos sorrisos que encheram as ruas

É melhor minha desesperada esperança
De quem acredita e não se cansa de lutar

Ir ao post original

#Vemprarua

17/06/2013 Gritos do Nada

Uma revolta sem um rosto, sem um líder pra se desviar
Queria cantar à coragem dessa gente, que sai a rua.

Quero cantar o canto dos que se lembraram
Que lugar de povo é na rua a caminhar..

Canto o canto dos que cansaram
Que estão cheios de apenas acreditar.

Dos que perderam a esperança no voto
E renovaram suas esperanças no povo

Quero cantar o canto dos que confundem os jornais
Que perdem tempo em explicar o que não conseguem ver

Canto o canto daqueles que não se importam com editoriais
Que não assistem as notícias, as produzem na rua…

E eu quero ouvir a rua, as lágrima de alegria, quero ouvir a vida!
E ver a vida melhorar com a força da nossa raiva, da nossa revolta.

Quero ver as bandeiras sem letras, os cartazes feitos em casa
A emoção partilhada que faz de cada protestante um irmão

Assistir os jornais atônicos, sem entender a situação
Quero ver os jovens, as senhoras, as crianças… o povo!

Não é hora de nomes! Chegou a hora da gente?
Não! Passou da nossa hora, mas ainda é tempo!

Eu quis cantar o grito das ruas
Mas o melhor ir pras ruas e gritar!

Ir ao post original

As ruas estão tomadas [ou o dia que eu voltei a ter esperança]

As ruas estão tomadas.
[meu armário aprisiona meus escritores preferidos.]

Deixei meus sonhos esvaecerem.
[em contas atrasadas, carnes da Renner e um sem fim de jornais opinativos que nunca formam opinião alguma.]

Hoje as ruas estão tomadas e eu tomei duas doses de esperança.
[troquei a comida quentinha e um sonoro boa noite do Bonner.]

Tirei da gaveta meus autores mais furiosos.
[e agora levo pro bar Malatesta, Stirner e Thoreau, talvez comigo, talvez na cadeira ao lado.]

Levantei uma bandeira negra no meu coração.
[Não é luto! Hoje voltei a ter sonhos radicais de pureza infantil.]

As ruas estão tomadas.
[não importa onde você esteja, só não deixe vazio seu coração.]

Ir ao post original

Das nossas bocas

12/06/2013 Gritos do Nada

Eu ouvi suas reclamações saltarem da sua boca!
E pra te calar te beijei com força até ficar louca.

Sintindo o quente da língua, e o morno da carne…
Nada queima na real, mas a vontade arde

Entrelaçou os dedos por trás da minha nuca
E permitiu perder-me em ti, em cada curva

Mergulhei com olhos e dentes no macio do seu pescoço
Suguei sua pele com força, como se eu fosse oco

Ouvi os gemidos, a respiração e a suspiração… sei que gosta
Sentindo suas unhas famintas deslizarem em minhas costas

Não quero só seu amor lindo e açucarado…
Quero também seus gritos e seu corpo suado!

E cada centímetro nosso vira fonte de desejo e afeto
Nada pode ser pecado, tudo parece ser certo

Desejei cada gota do seu suor e saliva…
Seu néctar vaginal é minha fonte de vida!

E as frases sem sentido fazem sentido no meio de tudo
Mas quando chega-se ao ápice só se pode ficar mudo…

Depois é o silêncio do quarto e o corpo trêmulo e quente
E na vastidão da cama bagunçada o mundo somos só a gente

As mãos se procuram entre os lençóis amassados
O silêncio é quebrado pelos “eu te amo” trocados…

Nas bocas foi meu fim e meu começo
Uma vida sem sua saliva ou lábios? Desconheço!

Ir ao post original

Recordar é viver

25/10/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Em algum ponto de uma estrada perdida

Um homem e uma mulher rasgando estradas, mirando mapas e placas. De nada vale chegar, o que importa é o asfalto, o trajeto infinito de nossa cumplicidade. […]

Leia mais…

28/04/2012 Gritos do Nada

Decassílabo

E se por viver não morresse? E se por amar não chorasse? Quem sabe se o futuro eu soubesse… Linda, não teria medo que me parasse! E se você me ouvisse? E se de mim tu gostasses? E se todo o tempo eu tivesse? E se com você eu gastasse? E se o mundo acabasse? […]

Leia mais…

23/08/2011 Gritos do Nada

SophiA!

SophiA que me exaspera com sua tela branca SophiA, que é sinonimo de uma espera mansa Ela que esconde o nome dos livros de mim Ela, que é ainda mais lenta com uma conexão ruim! SophiA, a quem dirijo cobras e lagartos! Maldita SophiA, da paciência me desfaço! E quando diante do seu lento carregar […]

Leia mais…

09/06/2012 Gritos do Nada

Vento/Brisa

Que morte que quero, se nem sei da vida… cansei da luta que fiz, por essa lua escondida Fui tudo passagem? Foi sangue em vão? Me vejo em miragem… beijando o chão… Que barulho foi esse? Está tentando me acordar? Teriam sido seus olhos? Fazendo barulho ao me olhar? Mas que bobagem é essa, bela […]

Leia mais…

23/03/2012 Sem categoria

7 dias que inspiram

Trabalho combinado com nada para fazer faz com que a sua mente trabalhe… Que ela trabalhe pesquisando detalhes aqueles jamais avistados em um dia de correria. Olhando para o telefone que identifica os dias sempre completo o início do dia… DOM Juan bancar SEGurar o sono TER horários fixos QUAse dormir na mesa QUIlos ganhar […]

Leia mais…

15/08/2013 Sonhos Viciados

Oposição simétrica a rendição.

Notícias populares, duas doses de chacinas, peito e bunda nos intervalos. Não sai de casa por pura depressão, o filho matou o pai, a mãe, o espirito santo. As pessoas se esforçam, dois sorrisos, esforço inutil, elas não são legais. […]

Leia mais…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: