26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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A crueldade do espelho ou meninos fazendo a barba.

06/06/2013 Gritos do Nada

Tomei um soco!
Metafórico, pois o meu espelho não é capaz disso… Aliás, ele é capaz apenas de me mostrar meu próprio rosto e nisso ele é bem cruel!

Voltando ao soco, metafórico, ele me foi dado quando vi, pela primeira vez, o meu primeiro fio branco de barba da minha vida!

Foi terrível!

Alisava a barba, na vã tentativa de penteá-la, e do lado direito do meu rosto, na mesma altura do meu lábio inferior vi um impávido fio branco!! Destacando-se contra o fundo preto formado pelos outros pelos…

Veio a mente a primeira barba, que nem barba era na verdade.
Uma “relva” de alvos pelos quase transparentes que, aos 12 anos, achei por bem raspar. Sem nenhuma experiência e com vergonha da tiração de sarro que meu pai faria quando eu pedisse pra ele me ajudar, entrei no banheiro, tranquei a porta e me encarei no espelho: ninguém mais, além de mim,  para “ver” aquela barba!!

[quote_left]Minha mulher logo sugeriu arrancar o pelo! Achei a solução drástica (e claro que não quero sentir essa dor!)…[/quote_left]Abri o armarinho e peguei a “bic” com a qual meu pai fazia sua barba. Aquele aparelho de barbear amarelo, que estava velho e que até hoje não consigo usar, foi quem tirando meus raros pelinhos e deixando no lugar uma pele avermelhada e ardida me iniciou nesta vida. Obviamente não passei espuma antes e nem depois creme pós-barba.

E dessa forma fui “zuado” pelo meu pai do mesmo jeito, pois ele me “achou” na saída do banheiro, não sei se com o rosto vermelho de vergonha ou vermelho de inflamado, a verdade é que ardeu…

Então desde os 12 anos, pasmem, eu faço a barba!

Mas é obvio que isso tornou-se um hábito frequente apenas aos 16 ou 17 anos e desde então preciso fazer a barba 3 vezes por semana para não parecer um mendigo! (Muito embora eu pareça um.)

Costumo comparar o ato de fazer a barba com a nossa eterna procura por alguém, porque depois que começamos essa procura nunca mais paramos… assim como fazer a barba.

Se pudesse dar um conselho para cada garoto imberbe que vejo forçando a vista no espelho para ver um bigode onde há apenas um busso, diria: Não comece agora! Nem a fazer a barba e nem a procurar mulher… Você nunca mais parará, então adie.

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Não quer sofrer?Sacie-se com uma vida pequena!

28/05/2013 Gritos do Nada

O primeiro pode ser o último beijo
Nunca sabemos a validade da paixão
Pois beije como se fosse o fim, é o jeito!
Não se importe em machucar o coração

Ah o coração! Esse músculo feito de plástico
Que bate e apanha na velocidade da vida
Nele cabe tudo, é muito mais que de elástico.
Mas é preciso saber: ele tem entrada e saída.

Ame os outros como um náufrago ama a terra
Afinal podemos sofrer amando muito ou pouco
Melhor viver sabendo o que é, esqueça o que era!
Afinal o que prefere: Ser o medroso ou o louco?

E se for pra cair, que caia do mais alto possível!
Melhor “morrer” na queda, do que sofrer de dor…
Não tenha arrependimentos, faça o impossível!
Não deu certo?Foda-se! Melhor errar por amor.

Não gaste o ombro alheio com suas merdas!
O que quer? Que tenham inveja? Ou pena?
Lembre-se que todos já tiveram suas perdas
Não quer sofrer?Sacie-se com uma vida pequena!

Não quer isso?!

Então sorva vossa vida em goles imensos!
Depois que passar não há jeito que se dê
Em arrependimentos estaremos imersos
Você sentirá saudade justo do que não fez

Vá com tudo e sem medo, pois o fim está perto!
A morte pode estar sempre na próxima curva
Já ouviu isso, eu sei, mas precisa viver estando certo:
A vida é dádiva, e sendo assim é curta!

Por isso lhe digo: Não tenha medo da morte!
Mas, por favor, tenha ânsia por viver!
Pois já que sabemos que viver é ter sorte
E temos desde sempre à certeza do morrer!

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Recordar é viver

03/06/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Dois quadros pro meu filme feliz

Se faz poesia quando se tem felicidade?Fechado pra balanço! Só escrevo quando voltar,do seu quarto,do bar,da rua. Da aurora que esconde as nossas faces,quando eu voltar, porque eu fui longe. E hoje eu não quero voltar! […]

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20/11/2014 Sonhos Viciados

Domingos passos

Trocando olhares clandestinos, Mirei a história de um homem, Sem verde, nem amarelo, Levando a vida com um punhado de abandono e navalhas pra cortar a fome entre almoço e janta. […]

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02/06/2012 Gritos do Nada

Segundos escorregadios

Sucedem-se os minutos… segundos escorregadios E as horas chocam-se aos nossos peitos vazios E como as ondas distruindo as pedras do mar Os minutos do tempo nos derrotam devagar Malditos sugam os anos que passam E minam nossa força e querer Então damos o nosso brilho e vigor E ele deixa em nós a dor […]

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11/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Adriana Calcanhoto e física quântica

Ela se parece a Adriana Calcanhoto lá no fim dos anos 80. Esse foi o apelido pra moça de rosto delicado, cabelo curtinho, pele branca e sorriso arrebatador que meus amigos lhe deram. Adriana Calcanhoto, realmente se olhar bem parece. Corpo míudo mas ela toma espaço, todos a reconhecem e conhecem, de longe e de […]

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24/09/2011 Gritos do Nada

E se você fosse sempre o último?

E se você ficasse sempre por último? E suas vontades não fizessem diferença? E todo seu esforço fosse insuficiente? E se te julgassem e medissem pela régua deles? Onde você é sempre pequeno e estranho E se tudo que acredita fosse considerado bobagem? E se tivesse que jogar fora seus sonhos? E em troca de […]

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13/02/2012 Resenhas de Livros

Ultraje a rigor – Nós vamos invadir a sua praia – Andréa Ascenção

Uma, duas páginas e já deu vontade de pegar um ônibus e cair na estrada. Se ser jogador de futebol não era teu sonho, talvez botar o pé na estada sim. Aterrorizar hotéis e estar em duas cidades num mesmo dia. Ia ser uma boa. Na terceira página você quase liga pros amigos e pensa […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: