03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Vidraça

26/09/2015 Gritos do Nada

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra
Nem admitirei ser fraco ou omisso
Aqui quem fala é que nunca espera
É quem fez de verdade da luta compromisso.

Não aceito seu preconceito descabido
Sua neura e sua falta de argumento
Me deixe então com meu livre arbítrio!
Já que não me é possível aceitar seu posicionamento

Cansei de apanhar pelo que acredito
Parei de conversar com quem crê na diferença
Cansei de mentir que sua intolerância eu admito
Nunca mais tratarei sua burrice com paciência

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Resposta sensória meridiana autônoma

Charles não entendia a dimensão do que estava sendo lhe pedido. E não sabia se poderia atender, nem se atenderia. Para ela seria um último respiro antes de ir embora de uma forma quase irrevogável.

“Por favor”, ela dizia sem emitir algum som. “Por favor”, brilhava em seu olhar enquanto encarava o perfil de Charles. “Por favor”, emitia em ondas através da pele quando tentava se manter mais próxima dele na fila do supermercado. “Por favor”, ecoava através dos lábios inferiores que mordiscava enquanto tentava fingir prestar atenção no que ele dizia.

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Recordar é viver

03/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

on/off

A TV ligada mostra um filme inútil,a cama treme no nosso último ritmo.As paredes viram sulfites coloridas. Ela grita, acorda os vizinhos.Eu perco a cabeça e nem me importo mais.Ela geme e solta uns palavrões. O quarto úmido congela os segundos,a sua testa franzida é meu monumento. A TV desligada reflete imagens assombrosas.Escondo na cama […]

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18/05/2011 Sonhos Viciados

Nos anos 90

Nos 90 eu era garoto, numa época que o Maradona já mostrava que ia ficar gordo. Onde eles jogavam com aqueles shortinhos adidas, ainda anos 80. Bem dizer, nunca fui fã de futebol. Na verdade nos anos 90 eu era criança e não era fã de nada. Acredite. Nem dos mamonas e nem dos hits […]

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27/10/2012 Gritos do Nada

As Cores do seu olho

Singulares são as cores do seu olho Que de tão lindos os quero fechados. Perdido estou entre os sabores, do seu beijo,do seu toque e do seu afago. […]

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12/10/2013 Zumbido Fugaz
Que sequer sentiria as carícias da ponta afiada penetrando ou girando...

A escolha

24/04/2010 Colunas - Sonhos Viciados

Como dizer adeus

Hoje acordei pensando num jeito incrível,num modo certeiro de te dizer adeus.Eu, que nunca soube como. pensei em faixas douradas,em cartas rebuscadas,em fotos, em extratos, em esquemas matemáticos. Mas não, a mão se recusou,o orgulho relutou,os ossos tremeram. E entendi, e foi assim,que disse olá ao bravo mundo novo. […]

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31/03/2012 Gritos do Nada

O Betão Morreu!

O Betão Morreu! O Betão que não dizia não para as baladas… O Betão das histórias engraçadas… O Betão com as costas arranhadas… O Betão Morreu! O Betão da briga no bar… O Betão que bebia sem parar… O Betão que não queria descansar… O Betão Morreu! O Betão das mulheres sem nome… O Betão […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: