18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Cavalheiro Sozinho

17/03/2012 Gritos do Nada

Sentiu seu cavalo cansado
Não havia mais feno ou água
Havia deixado para trás aliados e passado
Vencido pelo cansaço e pelas mágoas

Apeou-se com dificuldade do cavalo
Subiu à um monte e seu olho brilhou
Avistou, enfim, algo para ajudá-lo
Ao longe viu um castelo, e pra lá caminhou

Aquela imagem era de salvação e desespero
Pois o lembrava do que queria esquecer
No fundo da memória a lembrança do desterro
Seu castelo em chamas e sua princesa a morrer

Bateu sem vontade às portas do castelo
Que se abriram sem nada questionar
No meio do pátio um velho de braços abertos
Seu cavalo foi a fonte, beber, à ele sobrou caminhar

O velho homem não perguntava e nem respondia
Os braços abertos como que a convidar
Aproximou-se e, relutante, foi o abraçar
Apertou-se ao velho com a vontade de quem sofria

Afastou-se e o que viu reavivou-lhe a mágoa
Correu ao cavalo para seguir seu caminho
Ficou louco pelas perdas, pois abraçou-se a uma estátua
E percebeu, sobre seu cavalo, que era para sempre sozinho

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Dia da poesia

14/03/2012 Backstage

Dia da poesia e a gente dos Prascucuias, relapsos como somos (graças a Allah, o grande) não preparamos nada… e isto é poesia, óbvio que é!

Pra nós poesia é o não preparado, é o que escapa aos dedos, fica quando secam as lágrimas, sobra dos escombros, levanta quando nos caímos… e todas essas coisas brejas e cheias de pompa.

Se nós não “trabalhamos” nossas poesias? Claro que sim! Mas quanto mais rápido e fácil ela sai, melhor ela fica…

Poesia é o não ter medo de errar e nem de ser ridículo, poesia também é ser engraçado, dizer uma gracinha e sorrir satisfeito… poesia é chamar uma mulher de linda, um homem de perfeito, jurar amor eterno… e depois escrever sobre o sofrimento, as dores e o levantar… poesia serve pra tudo! Até pra nada…

Aliás tem essa discussão: Pra que serve a poesia?!?!
Pra mim, pra qualquer coisa, pra protestar, pra exaltar, pra discutir, pra amar, pra impressionar… e no entanto existem outras formas de fazê-lo, e por isso as vezes tem gente que diz que a poesia precisa ser salva…
Mas a verdade é que a poesia nos salvou, e é isso que acontece, a poesia salva os poetas e leitores e não o contrário, a poesia não precisa ser salva, ela não existe de fato… e senão existe não pode morrer.

Como assim poesia não existe?
Não sei responder claramente, o que posso dizer que ela é intangível, indefinível, inodoro e incolor (e tão preciosa e necessária, para mim, quanto a água! rs)

O que admito, com todo o prazer, é que ninguém constrói nada além de belas frases e reputação com a poesia… os maiores poetas morreram na merda, ninguém ficou rico com poesia… e ai mora sua beleza.
Só escreve-se pelo prazer de ver escrito, pela eternidade que as páginas (de papel e internéticas) nos dão, e por isso, boa ou ruim, as poesias são sinceras, e só são sinceras porque não valem nada!

Viva a poesia! Viva a sinceridade! Viva a falta de valor!

Tem uma frase que eu escrevi milênios atrás, que até já disse em concurso de poesia e acho que hoje vem bem a calhar, pois eu acho que nós que escrevemos apenas temos um jeito próprio de ver a beleza das coisas, que não é melhor que nenhum outro, tem gente que faz música, que dança, que tira foto, que faz pinturas ou esculturas e tem gente que só olha, e o que torna um jeito melhor que o outro é sua própria satisfação… mas a frase é a seguinte:

Poetas somos todos nós e poesia é o mundo inteiro!

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Crescer

Me jogo na rua e lá me lava a chuva fina
Gota por gota de encontro ao chão
Escorrem dores por não ter a consciência limpa
E clamo por coragem, chorando sem razão

Lá nos longínquos anos deixei todas as certezas
Pios não sou mais menino e já sei dizer não
Por isso não me jogo de olhos fechados nas correntezas
Um homem, não um garoto, um louco e bastante são

E agora? Será que não tenho nada?
Terei deixado pra trás alguma ambição?
Eu cresci, coisa a ser comemorada!
E ser adulto é ser você, sem nenhuma concessão!

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Um chá e uma vela

13/03/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

A noite guarda os anseios de quem tem medo do escuro
mas pode usá-lo para se esconder da luz opaca
que pode infringir seus desejos mais secretos.

A noite guarda o sonho dos que não creem mais
que num relâmpago de luz quase acreditam novamente
acordam e vão a rotina de cada dia.

A noite guarda o pecado dos apaixonados
que se lançam contra a cama, parede, mesa, o que for
só para saciar seu amor com o corpo do outro.

A noite guarda o segredo dos amantes que suprem
seus desejos se deliciando na alma quente do outro
sem atribuir regras ou conceitos, vale só prazer.

A noite guarda os mistérios que o próprio escuro já tem
seus horrores, suas futilidades, sua falta de bom senso
sua vontade de se jogar e esquecer por instantes o todo.

A noite guarda meus suspiros de mulher apaixonada
menina frágil que sussurra tudo que tem medo de jogar ao vento
que expõe todo um amor guardado só para ti…

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Recordar é viver

21/04/2012 Gritos do Nada

O vão entre o trem e a estação.

Vi rostos conhecidos no trem, em pessoas que na verdade nunca vi… Tudo muito igual à ontem, antes de ontem e com certeza amanhã. Tá calor, é o que penso quando a senhora sentada passa o lenço sobre a testa. Eu olho para as pessoas e não vejo nenhuma pessoa, vejo dezenas de rostos, e […]

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01/12/2015 Gritos do Nada

Na sombra do seu sorriso

Sou feliz até na sombra do seu sorriso Nas lembranças dos dias mornos e perdidos Pois a felicidade mora no seu pescoço Onde sua pele tem apenas seu gosto […]

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01/09/2012 Gritos do Nada

Entre Dentes

Impossível entender essa corrida toda Mesmo que eu esteja no meio dela… Tem algo de insâno nas lotação dos ônibus Por que que estão todos correndo pro mesmo lugar? Não me conformo, mas isso é muito mais amplo Não gostar e reclamar faz parte disso tudo Um sorriso entre as caras fechadas é que seria […]

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07/09/2016 Sonhos Viciados

A herança de todos os miseráveis

Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala. Já disse um poeta, já disse um deputado. Você escolhe o palco da vida ou a Bancada da bala? […]

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29/02/2012 Zumbido Fugaz

Aqua teen

Hoje eu senti uma falta tremenda daquele menino dos olhos cor de céu feliz… Tudo bem que muitas vezes ele falava coisas que eu não entendia, mas ele falava com uma empolgação que era difícil eu não me animar, com certeza ninguém consegue tão bem não se cativar com ele. Ah o jeito como ele […]

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05/02/2014 Coletivo

Coletivo Dois Quatro – Meu Pecado Solar

Estou aqui para você Como o girassol para o sol Mesmo sofrendo queimando Minha face sempre estará voltada para ti! Seu calor me aquece, mas queima Como minha pele quando te toco Me derreto nos seus braços… Mas é você que escorre pelos meus dedos […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: