18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Repeteco a meia noite

17/11/2011 Sonhos Viciados

Poesia breve e passageira é como uma meia foda.
Leve e ligeira.

Conto longo e confuso é uma morte.
Vestida de pastora com altos lucros.

Estar no escritório atrofia meus músculos
Uma jaula com espelhos e janelas envidraçadas

Escrever não me fará útil
Preciso de um conde breve que goste de murmúrios,
Sinto os ossos tremerem e fugirem pro resto de carne que me resta.

Sala de espera para todos os tipos de raivosos,
errei o endereço, o meio e o termo.

Rezo um terço,
dobro os joelhos.
Lamber o seu sexo não me fará inteiro.

Trejeitos de bicha,
promessas ao pé do berço.
Nasça o filho, o judas e teus medos.

Fujo do peso dos coitados
e a fome dos ambiciosos não me curvará.
Promessas e seguros de vida não vão me confortar.

Parece que vai ser eterna a busca de um cálice
que vai matar a sede desse monstro coagido.

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Ultrapassa as telas

16/11/2011 Zumbido Fugaz

O amor perfeito não ultrapassa o longa-metragem
Se enfeita com trilha forjada atrelada a imagem
Precisa apenas de um bom roteiro para seguir
com atores que sempre sabem aonde ir.

Modelo pré-definido, padrão americano
com o vilão e as rosas no fundo do pano
com ela tão frágil e despersonalizada
que toda mocinha é facilmente alienada.

A espera pelo amante que sempre volta
que diz eu te amo e não causa revolta
relações cheias de toda aquela frescura
que ainda se sonha e procura.

Mas o defeito existe na convivência
que vai destruir a inocência
te levar pro tédio aparente
nada tão puro ou consciente.

Só brutalmente bonito
não perfeito, nem infinito
sem direito a ter um diretor
aqui nada se dirige, é só amor…

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Enfim, ela!

14/11/2011 Backstage

Tivemos várias ideias desde o começo do blog que virou site. Tinha ideia de ter experiências de textos produzidos a duas mãos, os Coletivos, que como gotas no deserto pingam na tela branca do site.

Tinha a ideia de ser o ponto de convergências dos meus textos e dos textos do Thiago, como se a gente tivesse determinado que tipo de texto caberia aqui, e hoje a gente sabe que o estilo “prascucuias” é mais de liberdade que de qualquer outra coisa… [quote_right]só tem uma regra: SEJA SINCERA![/quote_right]

Tivemos várias ideias, e abandonamos muitas delas, com certeza porque não eram assim tão boas, eram só ideias. Mas teve uma que sempre nos seguiu e nunca deixou de ser uma ótima ideia: ter mais gente escrevendo.

A primeira tentativa foi boa, mas na mudança de plataforma decidimos que a experiência tinha que ser abortada, os estilos ficaram muito distantes, assim como as ideias… mas a vontade de ter com quem dividir este pedacinho de internet nunca se foi…

E ai eu (é seus puto, eu!) a conheci: Érica Gusmão (nome com acento é sempre legal!) aluna de letras na faculdade onde estudo. Menção honrosa no concurso de poesia onde fui quarto colocado, passei a conhecê-la e depois a seus textos, as duas coisas encantadoras, como terão a oportunidade de saber em breve!

Érica é uma menina baixinha e tem algo sabe? Ela tem aquele olhar de quem sabe o que tá rolando o tempo todo. Uma calma, mas uma dessas calmas gritantes, de quando no meio da festa barulhenta a gente se joga na piscina e lá dentro da água não se ouve mais nada? Então, essa calma ai…

Ela escreve mais crônicas, ou textos, sei lá, não fará poesias ruins como as nossas o tempo todo, ela é mais completa eu acho…

Fã de Caio Fernando, Clarice e romances de modo geral, vem mostrar que não é só de visão masculina e feiura que vive nosso corvinho aqui nas Cucuias!

E pra delírio de ala masculina: ela toca violão e tem piercings! Não direi onde, obviamente… (obviamente porque não faço ideia!).

Querida, seja bem-vinda, aqui neste espaço anárquico,  sarcástico, divertido, amoroso, perdido, santo só tem uma regra: SEJA SINCERA!

E tem outra coisa: os encontros mundiais prascucuias são sempre organizados sem antecedência, sem aviso prévio e acontecem nos piores butecos do mundo! Esperamos contar com seu belo sorriso no próximo!

Aos leitores: Vocês não perdem por esperar, mas se querem saber como é, olha o blog dela: http://ericacibelle.blogspot.com/

Ela toca violão e escrever é um desafio…
Prefere as crônicas e as cômicas
Quem sabe não escreve pra preencher o vazio
Não do existir, mas das bocas caladas…

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Vidas cruzadas

11/11/2011 Sonhos Viciados

Vidas cruzadas
Joelhos grudados
Andar de mãos dadas

Tapa na cara
Um adeus contido.
Até logo Mentiroso.

Nunca mais sincero,
Nunca mais charmoso.

Troca-se os corpos.
Recicla lábios,
novos olhares as mesma falas.

Ninguém se importa.
Línguas vulgares,
Intimidade descartável,
Desde que se tenha sexo,
Baixaria e pernas abertas.

Cabelos se perdem,
Se encontram, se misturam.
Os pelos na cama,
Teus cabelos na minha blusa.

Os gostos de meninas,
senhoras e putas,
Rodízio de cores, de fios,
Mil aromas, cada corpo uma textura.

O adeus até nunca mais,
O adeus até daqui a pouco.

Despedidas e encontros.
Irônias de um destino deturpado.

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Novo mundo!

10/11/2011 Gritos do Nada

Todas as crenças foram jogadas
Ficamos apenas com as culpas
Um mundo onde sorrir não vale nada
E todas as dores são justas

Crianças pastam nas praças
Velhos pedem nas ruas
Zumbis caminham na cracolândia
E jovens destroem por mais maconha

Alguma coisa ai se perdeu, certeza!
Tantas causas e nenhum mártir
Tanto errado e nenhuma solução
Alguma coisa se perdeu… esperança

A quem você ajudou hoje?
Ao menos um sorriso você deu?
Ninguém espera que mudemos o mundo
Seja apenas melhor que ontem…

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Recordar é viver

16/01/2014 Coletivo

Coletivo Dois Três – O ônibus e os caminhos sem volta

Estico o braço e o ônibus para. Embarco no opaco viver do ônibus vazio, Percebo que deveria ter te olhado mais Pois não guardei como queria Todos os seus tracos, palavras e birras Me despedi como quem ia ver no outro dia […]

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04/05/2011 Gritos do Nada

Escuro Demais (Tentativas de novos temas)

Era escuro demais pra ti e pra sua pele branca e seus olhos iluminados… Era tempo demais pra mim, que tenho vivido demais e me jogar tem sido parte do jogo E ver você, no escuro perdida, é assistir ao fim chegando logo… […]

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13/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Defuntos & Pó barato

Ternos negros,pasta no cabelo.A moça quer o mármore,passeios mórbidos e os olhares dos coveiros. Eu roubo as flores, dos Antonios e Lourdes,duas esquinas e esqueço os nomes.A moça quer o céu negro e imagens de santos. Mergulho na seda dos seus braços,ela geme eu mordo.Ela precisa desse cenário e eu só acho estranho. […]

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07/06/2011 Coletivo - Colunas

Coletivo Um Nove – Condicionado

Tem a liberdade de escreverTem a liberdade de pensarQue só as amarras da menteFortes e potentes, podem nos limitarNós somos poços de vontades O ar-condicionado/ser-humano condicionadoEnganando-se sobre as portas abertas,sobre vento frio que vence as janelas.Crente em ser senhor e livre das amuletas. Erro de servo menor, doutrinado e inofensivo,refém das suas ideias viciantes,cumplice dos […]

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10/07/2012 Zumbido Fugaz

São dois

Tenta mentir para si mesmo e imaginar que é você e todos… Não, não é… Naquele bar cheio de risos eram eu e minha doce solidão conversava comigo mesma e me perguntava, por quê? Cadê você? Aonde ficaram ”nós”? A resposta era simples que… Bem, eu corri pela chuva deixando todo rímel e delineador manchar […]

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11/09/2009 Colunas - Gritos do Nada

*Dez06/+Jan07 – Nem gosto de Whisky

Eu sigo sozinho… chorando e sofrendo, um que idiotaDigo que estou bem… mas meu rosto molhado não me deixa mentir Caminho na rua… de bar em bar eu tendo sorrir…Mais uma dose… mais umas doses…É sempre pouco pra esquecer… Filho da Puta!!! Espinho que causa tanta dor…Despejo o meu lamento… despejo todo o meu rancor…Mas […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: