18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Loucura lúcida

Foi o sopro da verdade
Diziam todos com versos ensaiados
Cuspindo idéias casuais em meus ouvidos
E reinventando teorias já ouvidas
Concordando talvez em pensamentos fúteis.

Examino os com cautela
Cautela também ensaiada e reinventada
Com medo de cair em desventura
Não tomo nenhum partido
Apenas suspiro e fujo dos olhares condenadores.

Me tarjam de louco?
Pois me elogiam
Não rebato nenhum pensamento
Posso em fim abrir os braços e gritar: Essa é minha sina!
Por que afinal sou louco, não sou?!
Mundos paralelos realmente me fascinam
Pré conceitos é que me constrangem.

Não sepultarei nenhuma ideologia que tenho
Também não julgarei ninguém
Por que esse sou eu, o louco, que rejeita o sopro da verdade
Que é diferente, que é excluído, que é tarjado.

Prefiro esquecer tudo e desenhar cânticos no papel
Poetizar pensamentos
Profetizar “miraboláncias”
O mais que faço é real de mais pra mim …

Caio Richard

Nasceu na terra que é berço da poesia brasileira: São José do Egito! Mas sua ambição não cabe mais na cidade do Sertão do Pajeú. Capaz de falar as coisas mais certas, mesmo depois de consumir as coisas mais erradas.
Proporcionou noites maravilhosas e maravilhou-se com a beleza de cada lua em cada noite.Esse é o Caio? Não, nem um terço dele.

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Rotina – Parede da Cozinha

29/11/2011 Gritos do Nada

E se a parede da cozinha visse ou ouvisse
Sentiria inveja dos suspiros, dos beijos?
Diria que nosso amor é nosso esconderijo
E que sem isso talvez eu não existisse?

Me sorriria compreensiva, enquanto arrumo a blusa?
Riria conosco das piadas bobas que contei?
Repetiria, invejosa, entre dentes as juras que falei?
E olharia de lado, com raiva, a minha musa?

A parede da cozinha deve desejar a vida dos nossos abraços!
A vontade com que entrelaçamos braços, cabelos e o corpo
Bem melhor que ser inanimada parede branca, objeto morto!
Deve querer nossa felicidade ou dos beijos um pequeno pedaço

Da parede branca eu nem me recordo,
De você, nunca nem quero esquecer
Nem dos abraços ou beijos de enlouquecer
Feliz sim, pois desse sonho não acordo

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Desafio I – Queremos saber

27/11/2011 Backstage

Pessoal a brincadeira é simples. Você escolhe um tema que quer ver aqui no Prascucuias. Pode ser o tema que mais te agrada, que mais te inspira, que mais gosta de ler ou até o mais estranho pra botar todo mundo aqui na fogueira.

O mais votado entra para redação do Prascucuias e os colunistas fazem um texto colaborativo sobre o tema vencedor. A mistureba boa vocês leem aqui nos próximos dias.

Corre lá no Facebook e vota na nossa página. http://www.facebook.com/PrasCucuias?sk=questions

Não tem Facebook? Tá com pressa, ou sem vontade de clicar no link, então deixe um comentário na página que seu voto também será computado.

Estamos querendo saber o que vocês querem ler! Abaixo 5 opções de tema, escolha 1 e faremos um texto a 3 (ou 6?) mãos sobre ele:

  1. Política
  2. Sexo
  3. Drogas
  4. Lua
  5. Rotina

Vote , comente, xingue e.. quem sabe como integra as perguntas do Facebook direto num site avisem a gente.

Quem ainda não curtiu nossa página do Facebook, essa é a hora, saiba das atualizações aqui do site e mais informações sobre as postagens, poesias e todo universo que nos inspira.

http://www.facebook.com/PrasCucuias

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Eu não…

26/11/2011 Gritos do Nada

Ainda não fiz minha melhor poesia
E creio que nunca a farei

Não dei o melhor dos meus beijos
E o próximo será sempre o melhor

Não amei todas as musas
Mas me agarrei a que mais amei

Ouvi todos os conselhos
E errei quase todas as vezes

Estudei os melhores caminhos
E no fim tentei um atalho

Jurei por vezes que “nunca mais”
E fiz de novo e de novo sem rancor

Xinguei, chorei e odeiei
Pra depois abraçar e perdoar

Fui também perdoado milhares de vezes
E em muitas eu não me perdoaria

Não fiz tudo que quis
Mas sou tudo que fiz

Perdi-me entre as manchas da calçada
E levantei com o sol, de madrugada

Gritei bobagens pras pessoas na rua
Sonhei da hora que acordei a hora que fui dormir

Me vi entre as gotas das chuvas
E abri a boca pra sentir o gosto do céu

Prometi nunca magoar
E com pesar desfiz a promessa

Já fui criança, crendo em tudo
E adulto ainda assim sou criança

Perdi minha vergonha numa curva qualquer
Não sei se da vida ou de uma cintura

Não perdi a vontade de ir além
E sempre me perco na tentativa

Estou perdido sim…
E estou feliz!

Na real eu sou perdido!
Mas sou EU assim!

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Mãos dançarinas

25/11/2011 Sonhos Viciados

Clique na imagem para ampliar!

Mais ou menos em 2008 escrevi algo para se tornar um poema visual. E na mesma época fiz uma composição para esse texto. Depois de três anos vejo qualidade na poesia, mas a imagem é precária. Logo vocês devem imaginar que a composição é muito ruim, visto que minha reduzida vaidade impede que eu reproduza o original aqui.

Como é difícil mudar algo nas nossas lembranças, então só me restou mexer na imagem. Segura ai as lembranças na integra.

As lembranças do corpo
do suor nas costas [das nossas costas]
da testa franzida
dos gemidos [ou dos sussurros que enfrentam a madrugada].

Do corpo lembranças
das mãos dançarinas
das bocas molhadas
das pernas rígidas
e dentes [esmagando a tua carne]

O faro curioso
A unha atacando a pele
Meus olhos encarando tua cara [avermelhada]

Os lençois acompanham
a frequencia dessa noite.

O peito acelera
e no corpo lembranças [ dessas mãos dançarinas]

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Recordar é viver

14/05/2013 Sonhos Viciados

Moço, sua camisa tem um furo

Garoto assustado. Cadê a coragem pra se libertar? Abandonar o trabalho. Viver um grande amor. Garoto assustado. Copos e copos de bebidas não vão te salvar. Desista dos crediários, capas de revistas. Moço, sua camisa tem um furo. Comprar uma dose forte, a mesma quantidade do teu vício vergonhoso. Tem um furo na tua camisa. […]

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23/06/2012 Gritos do Nada

Não importa

Não importa… importam seus lábios e os meus… Não importa… importam sua pele e a minha… Não importa… importa seu cabelo e meu suor… Não importa… importa nosso amor e nosso tempo que não se acaba… […]

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07/06/2011 Coletivo - Colunas

Coletivo Um Nove – Condicionado

Tem a liberdade de escreverTem a liberdade de pensarQue só as amarras da menteFortes e potentes, podem nos limitarNós somos poços de vontades O ar-condicionado/ser-humano condicionadoEnganando-se sobre as portas abertas,sobre vento frio que vence as janelas.Crente em ser senhor e livre das amuletas. Erro de servo menor, doutrinado e inofensivo,refém das suas ideias viciantes,cumplice dos […]

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06/12/2011 Coletivo

Coletivo Um Três – Entre nervos e sangue

O que se esconde entre nervos e ossos Perdido entre sangue e asco Dedos que tocam os nossos corpos? Ou que desfazem os parcos laços? A áspera tez dos meus dedos A suada palma que puxou teus cabelos. Se tornou o elo dos teus experimentos Cuspi meu sangue em seu rosto E lambi também suas […]

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16/08/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Sid & Nancy do reino de Deus

Ele virou um cidadão padrão, ela testemunho de Jeová. Os cortes agora são vitrines, de reuniões de domingo a murmúrios no Jornal Nacional. Ela diz foi Deus, Ele diz a idade. As madrugadas contabilizam, Quem megulhou, quem desisitiu. Nessa Sid sobreviveu, e Nancy nem sorriu. Mais batom e menos pose, garotos decadentes estão luto. Nem […]

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21/07/2012 Gritos do Nada

Na cova dos leões

Sorri o sorriso dos derrotados E você se levantou sem me olhar Deitei a cabeça de volta no travesseiro Havia já a certeza, dessa vez não voltará Peguei o celular no criado mudo, mas que importam as horas? Perguntou-me sobre suas meias, levantou o lençol do chão… A porta do banheiro aberta me deixava ver […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: