A rua me chama…

30/03/2011 Colunas - Gritos do Nada

E sim, veio de novo a feliz sexta-feira
E não, estou em casa… e a rua não me chama
E nos derradeiros dias vivendo a minha maneira
Espero ter nesse dia a doce calma de quem ama

Mas não! Vá se foder essa preguiça justificada
Quero sair, quero viver, andar sobre minha história
Não vou chorar, já velho, por uma vida tão parada
E por isso vou sair, e vou seguir a minha via

É, a rua parece minha parceira
Fagueira rua que me chama de amor
Essa rua tão amiga que vira até ladeira
Em que um bêbado como eu nem sente sua dor

Estou passando, já é hora, devo parar
Velhos cabelos que caem pelo chão
Espero o dia de ficar cansando e voar
Chorando pelo amor que senti e foi em vão…

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: