Dia vagaroso
Que encaro o sol vencendo meu corpo cansado
Luz e sombra numa dança silenciosa e esquizofrênica.
Meu corpo forma um halo com a ajuda da fumaça do meu haxixe e pela poeira do meu velho apartamento.
Dá pra ver a ação do vento, entropia & poeira na sala de estar.
O sol revela pontos de caos luminosos e esconde em negro o que não importa.
O que não importa a gente esconde de negro.
Quando importa a gente acende a luz e faz uma festa.
Um dia vagaroso, daqueles que a gente se da conta que desaprendemos a perceber o que realmente importa.
Fecho a janela, apago a luz. Entropia sufocada.
Desaprendemos.
