Conselhos de um Poeta Sujo e Brega

12/08/2013 Gritos do Nada

Quem sou pra dar conselhos? Poeta não posso me declarar
Escrevo sim e acaso poeta seja, sou desses sujos e bregas
E sendo Poeta Sujo, pode me ouvir sem precisar acreditar

Tem algo que um dia alguém precisa lhe dizer:
Para escrever bem sobre a vida, pretenso poeta
É preciso, antes de saber métrica ou técnica, viver!

O bom escritor não pode ser aquele que escreve até cansar
Cansando a si próprio e aos seus poucos e pobres leitores
O bom escritor foi aquele que leu tudo! Quase até a enjoar

Vá viver garoto bobo, vá beijar, vá errar, vá aprender… VÁ SE FUDER!
É preciso ter um amor pra saber como é, não escreva do que não conhece
Porque só escreve errado e feio sobre amor, quem nunca teve um pra perder

Viva para escrever, perca a saúde, (a mental e a física) em papéis amassados
Leia os poemas dos outros pra sentir, não para contar palavras e ver métrica
Porque estilo, fase literária e técnica tiveram importância só no passado!

Faculdade alguma lhe dará o título que arroga pra si, é bom você saber
Que os melhores poetas e escritores se formaram em direito, advocacia
Pois faculdade de quem escreve é viver, por isso saia no mundo a se perder

E não se engane, um tapa na cara sempre ensina mais que um sorriso
Não confie em elogios vazios, nem mesmo em fracos tapinhas nas costas
Não espere nada de ninguém, escreva pra si e sua verdade, isso que é preciso!

Um poema se faz com sentimentos, lirismo, mentiras e tudo que venha a mente
Também pode adicionar libertinagem, ódio, amor, vingança e só ai as letras
É preciso sentir que vai explodir e deixar as mãos traduzirem o que você sente

O poeta é um ser como outro qualquer, só mais bobo, pensativo e sentimental
Não tem vantagem se você faz isso direito, porque escrever é uma maldição!
Sentir febre por não ter papel, gastar tempo digitando merdas, não é um mal?

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: