E a colonista das mil e uma noites esbraveja!
Contra bandidinhos defende justiceiros fora da lei
De um lado do muro se fala em direitos humanos
E alguém grita do outro lado: “Para humanos direitos”!
Ela fala o que pensa… e como pensa besteira!
Como comemorar o linchamento de uma pessoa?
“Ficou com dó? Leva pra casa!” eu só queria que ele fosse preso
Também não tenho amor por criminosos… linchamento é crime, sabia?
Quem pariu os black blocs? Todos apontam o dedo ao ventre alheio
Black blocs são filhos da alienação, da revolta sem sentido, do anti-partidarismo
Quebram as coisas, batem em jornalistas, brigam entre si…
Eles não tem direção e acabam atirando pra qualquer lado… [Pobre Santiago]
Os de hoje não são os de Junho. Não nos enganemos, é preciso protestar
De cara lavada, com sentido… sujeito aos riscos, revoltar-se é não ter medo.
Mas não esqueçamos dos Valérios e Delubios e Bolsonaros e Felicianos
Cada qual do seu jeito folclorizando nossa já combalida política
Engraçado que aqui todo mundo acusa o congresso! Vê sua sujeira!
E diz que ninguém os representa! E olha que são 513 deputados e 81 senadores…
Mas todos eles receberam voto, mas quem vota nega que votou
Como que os políticos simplesmente apareceram onde estão?
Porque sempre tem quem siga e quem acuse
Direita e esquerda todos cheios de falsa razão
Que faz com que deputados presos virem heróis pra quem tem cegueira ideológica
Com a mesma cegueira, o outro lado esquece que corrupção não é invenção petralha
É moda ser reaça? É moda chamar de coxinha? É moda ser hipócrita!!
Pois compartilha-se as opiniões dos outros, sem nunca formar a própria
E tem coragem pra todo canto, peitos inflados no mundo juvenil e virtual
Bravatas fortes, ameças e xingamentos em brigas no mundo digital
Então compartilham, curtem… todos imbuídos em mudar o país!
Pena que o que se discute lá no feice não muda o que rola lá fora
E lá fora não estamos mais nós, estão eles… Quem são eles? Nós?
Pobre do povo que não se reconhece como povo.
