Eu sento e me jogo…
É quase um jogo o que jogo…
Que me leva pelas ruas de algum lugar
Nada me pede, só não desvio o meu olhar!
E não sou eu naquela cena!
Não sou eu naquela cena?
Sou eu naquela cena!!
Ela me faz acreditar…
Quantas horas lhe dediquei?
Que conversas que não tive?
Que lugares que não fui?
Sou eu mesmo eu naquela cena?
Eu não te quero, isso não!
Eu preciso de você!
Como amanhã pegar o busão?
Sem esses minutinhos que me fazem esquecer…
E os gols? Sou eu que faço?
E os gols? Ah… sou eu que faço!
E grito, xingo… vão me escutar…
E a moça da novela enganada?
Se eu falar mais alto… quem sabe…
Ela possa perceber que o moço não presta!
Sou da família, amigo próximo
Do apresentador super simpático
Da atriz super correta…
Não sou tão bom quanto os personagens!
E pelo que vejo nas entrevistas
Sou ainda pior que os interpretes!
Me identifico com o canalha da novela das 7
Dou risada das roupas de época na novela das 6
Minha filha suspiro pelo mocinho da Malhação
Minha mulher quer os enfeitas da casa da novela das 8
O jornal me bofeja com realidades que não reconheço
Morro pra mim é o alegre lugar do núcleo pobre e engraçado
As mortes sem sentido que me fala o Bonner não podem ser reais!
Os mocinhos matam os bandidos, que sempre perdem no final
Sou mais que pacífico e doutrinado
Sou filho e repito suas palavras
O busão passa pelos viadutos cheios de almas
E aquela gente desgraçada me dá medo
Volto meu olhar pro cobrador…
E voltamos a comentar da bunda da Juliana Paes.
Obrigado TV.
