Eu sinto a morte,
quando dos meus lobos eu me perco
Os nossos lobos devoram a noite
Deglutindo, perdidos, as horas e rostos
Nossos lobos uivam e choram
Perdidos caçando na noite mais gosto
Esses lobos, que são malditos e ingratos
Destroem cada noite na esperança de poder viver
E essas noites que se esvaem a cada passo
São a mesmas noites que morrem pro dia nascer
Pela manhã os lobos dormem em nossos ombros
Permitem-nos o morrer na mesa do escritório
Onde havia juventude em nós agora tem escombros
E os lobos nos conhecem e nos forçam o calvário
De cada dia ter um sol pra nos matar
Os desejos, o amor e o direito de errar
Os lobos querem muito mais, bem sei
Querem nosso sangue pra poder comemorar!

