Suprema Indiferença I

18/09/2013 Gritos do Nada

Um Poema ligeiro
Bem rasteiro ao chão
Como tribunal brasileiro
Que valida mensalão

Um poema engraçado
Mas pra chorar e não rir
As ruas sem mascarados
Fazem os juízes mentir

Um poema sem nexo
Pra ler, não declamar
Porque lá é nosso reflexo
Somo nós! Não dá pra negar

Um poema sem esperança
Nem qualquer motivação
Já logo vem nova lambança
Pra ocupar espaço na televisão

Um poema ligeiro
Nem um pouco preciso
Porque sou brasileiro
E nunca me escandalizo

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: