“O amor perfeito não ultrapassa o longa-metragem”
Não tem barulhos de sinos e nem caminhadas ao horizonte
Chamar a atenção? Só de quem se ama e olhe lá!
A pequenez dos bilhetinhos, só é pequenez pra quem está de fora
As horas perdidas, ou ganhas, de falar nada
A chatice (será mesmo?) de ver TV em silêncio
A conversa sobre o carro, o salário, o viver
Onde o vilão pode ser a chuva ou o carro quebrado
Não tem chuvas de pétalas de rosa!
Mas tem o carinho bobo nos cabelos
Tem dar as mãos por debaixo da mesa
Nada cinematográfico, nada Hollywood!
Tem os beijos sinceros, os abraços
O “Eu te amo” cheio de verdade e prazer
Tem os olhares que trazem o sorriso ao rosto
A não perfeição, muito mais cheia de graça
No cinema tem trilha sonora correta
Não se beija ao som de “Come as You Are”
Mas se para o carro na calçada pra beijar!
E dane-se a música que está tocando
Fica o cinema então, com desencontros e partidas
Que escrevam sobre amores delirantes de mil noites
Que atores jurem amor sem esquecer do texto
Eu? Eu amo sem roteiros e sem “The End”!

Acho que “amor” e “perfeito” já são duas coisas que não se encaixam muito bem. Ou tão bem, que não parece.
Sem efeitos especiais ou pós-produção
Sem argumentos, nosso roteiro é improvisado.
Sua maquiagem borrada, nosso longa Glauber Rocha.
As paredes desgastadas, as roupas amassadas.
Nosso drama é Bertold Brecht com direito a Nelson Rodrigues.
Cerveja quente e lambada.
Sexo sem vergonha, sem photoshopada;
Nosso curta de ódio,
uma tarde de amor.
Na nossa história Woody Allen não pegaria ninguém.
E Brigitte Bardot sempre teria 22 anos.
O amor perfeito tem aquele ar de conto de fadas e de filmes antigos. *.*
Beira a ilusão. E mesmo tendo consciência de tudo isso, não tem como parar de se iludir.
O amor tem dessas façanhas. É por isso que certas coisas não se explicam, se sentem.
Assim é o amor! 😀
“Eu amo sem roteiros e sem The End”
Eu também!! o/
Bjs 😉