Ya no queda nada

19/07/2013 Gritos do Nada

Não conheço mais ninguém que queira ouvir minha história
A tristeza, já distante na memória, confunde real e surreal

Então abro a garrafa e misturo o álcool a tudo
Aos sucos, as dores, as histórias e a gelo, muito gelo

Pra ficar frio como era ela… como era…
E ainda é, e ainda lembro e ainda vive…

A vodka de qualidade ruim turva minha vista
Ou seriam as lágrimas… já não sei e não importa

Importavam seus sorrisos infinitos, sua voz alta!
Suas verdades mentidas, suas mentiras juradas

Suas garras vermelhas, as presas de marfim
O cheiro forte de fêmea, seu olhar sobre mim

Nos minutos perdidos das noites ela me testava
De tal forma que no fim das noites eu me perdia

Como me perdia no mar branco de suas coxas
No calor úmido dos nosso beijos e mordidas

Então me levou a saúde como se fora uma vampira
Meus olhos vermelhos já estranhavam a luz do sol

Não resisti a nenhum dos seus mais perigosos caprichos
Mas a fraqueza já estava funda, em meus fundos olhos

Balbuciei alguns por quês, sussurrei alguns poréns
Ela se irritava e me exigia mais e mais e mais e mais

E então ela me soltou numa dessas estações abandonadas
Não mais me queira, eu que já não a fazia mais sorrir

Dizia que eu me perdi, que não era mais o mesmo…
Logo ela que me despedaçou em cada noite e em cada beijo

Me desvencilhei de suas lembranças, mas não me reconheço
Não tenho mais vontades só penso em não pensar nela

E quando ela me vê, penosa, quer me consolar… agora?
Después, cuando ya no queda nada, no hay más ojos, no hay más manos, lo querés acariciar.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: