Muros, muralhas.
O cimento que nos acolhe, divide, soma,
as vezes resto, as vezes migalhas.
A zero hora as crianças descansam
e o que sobra congela no sofá.
De olho nas janelas, na segurança do portão.
Meia luz, ruas desertas, postes e cachimbos.
Vago por ai, numa madrugada qualquer de um dia da semana.
Na zero hora que as crianças descansam.
Luzes intermitentes anestesiam lares,
cimentos delimitam territórios.
É uma madrugada de um dia comum (e eu ainda permaneço estrangeiro.)
