03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Gosto de cigarro II

24/04/2011 Colunas - Gritos do Nada

Gosto de cigarro
Cheiro de cigarro
Nas roupas, no cabelo
Nas mãos, nos dedos

Cigarro que na mão aos poucos queima
E é sugado com a vontade que nós sugamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas

Fascina-me a fumaça,
que dança e some, livre no ar
No fim é um demônio!
Que entrega prazer e,
como troco, lhe rouba uns dias

E lhe dá sorriso, motivos pra conversar
Nessa calçada lotada, na frente do bar

Mas quem se importa?
Gosto do cigarro
Do cheiro do cigarro
Do asco das pessoas
Dos olhares de reprovação
Eu quero mesmo é uma enfisema!

Por isso, essa noite,
eu lhe chamo pra sair
Para que dance livre no ar
E me dê mais motivos pra sorrir

Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer

Só quero que se desfaça em minha boca
Mesmo que me deixe negro por dentro
Deixe seu cheiro incrustado em minha roupa

Até chegar no filtro,
Me jogue no chão!
Mas pise em mim…
ainda estarei acesso!

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Eu queria jogar fora seu sorriso

Brilha, brilha o fogo que me queima
Castiga! A azia e a dor que desnorteia
Mentira… o fogo e a vida descem a ladeira

Saudades, do calor da flor que me odeia
Na verdade não há mais nada que me incendeia
A não ser o fogo que me toca o fogo que me beija

Desperdício, me desperdiço, me quebro
Sou pouco, sou cinza… um calor que se esvai

Queria torrar meus pensamentos amorosos
No calor que deixou acesso no meu peito
Eu queria jogar fora seu sorriso

Quero… desejo
Eu não posso!

Ouço o barulho vago do gás
Respirar…
Respirar…
Falecer!

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A noite que leva

19/04/2011 Coletivo

Com pompa e satisfação
A noite vem e anuncia:
É proxima a hora que os dêmonios chegarão.

A noite dilacera
e o câncer toma meus dedos,
os pulsos, caem os cabelos.

Já não sou eu no espelho…
Não, já não sou.
Segurando o braço da noite.

Que arrasta esse moribundo,
com as unhas de descuido
e a pele suja que essa morte me deixou.

E não tinha anjos pra salvar
E acho que nem queria ser salvo
De nada me valeria um ser sem sexo

Meio inocente pagando pecado alheio,
meio idiota levado na maré.
Será que tem culpa quem não sabe o que quer?

Ela diz que foi erro,
desespero.
Ela diz tanta coisa…

E logo ela que criticava a vaidade de outra.
Se enrolou tanto…
Que não importa mesmo o que diabos ela falou.

Fiquei triste, junto aos meus dêmonios,
por ver ela ir, com seus erros,
palavras e sua inútil vaidade.

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Recordar é viver

06/10/2011 Coletivo

Coletivo Um Um – Cólera das noites

Eu e os lobos nesse quarto, até essas tantas da noite. Um fio de luz queima nossos olhos, ninguém se importa. Nossa pele pútrida cai aos poucos, nossa boca soletra os mesmos erros e nossos corpos vão pra longe, cada vez mais distantes. Cada ser entoa suas lamúrias, seus grunhidos, se esfrega em outros corpos […]

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26/10/2010 Colunas - Gritos do Nada

Passando…

Já é hora… vá, desista dos sonhos…O tempo passou, o que você quer ser?Não há mais tempo para ingenuos tontosA idade cobra, achou que poderia correr? Não adianta desviar seu olharSão palavras pra você!Fingindo juventude no espelhoEstá cego pras marcas do tempo a passar? O que já fez? O que ainda falta fazer?Jogou suas ideologias […]

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31/05/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Amnésia de um coração negro

Confidências pequenas de um casal apaixonado. vasculho cartas, revisito praças e quiosques. Amnésia de um coração negro. Safadeza de um esquecido, coração mole e desnutrido. Viajo milhas, invento histórias, fantasio as noites e teço os lençois das minhas danadas santas imaculadas. O coração negro desmemoriado. Cada noite um novo romantismo. Um novo nome, outros braços. […]

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07/09/2016 Sonhos Viciados

A herança de todos os miseráveis

Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala. Já disse um poeta, já disse um deputado. Você escolhe o palco da vida ou a Bancada da bala? […]

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07/04/2014 Gritos do Nada

Os versos que não escrevi (I)

Todas as vitórias que um dia não tive As sofridas derrotas que eu nunca vivi Lindos lugares onde não estive Tudo está nos versos que não escrevi […]

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31/10/2014 Gritos do Nada
Adianta fingir que pode ser resolvido, um problema que nasce fora da escola?

A escola é invisível I

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: