18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo
26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo
03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo

on/off

03/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

A TV ligada mostra um filme inútil,
a cama treme no nosso último ritmo.
As paredes viram sulfites coloridas.

Ela grita, acorda os vizinhos.
Eu perco a cabeça e nem me importo mais.
Ela geme e solta uns palavrões.

O quarto úmido congela os segundos,
a sua testa franzida é meu monumento.

A TV desligada reflete imagens assombrosas.
Escondo na cama meus pensamentos maldosos.
As paredes desmancham como papéis molhados.

Ela corre e ri e morre…
em outros braços.

Ir ao post original

Solário, ratos, baratas e ouvidos destreinados.

02/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Esses dias ouvi falar sobre ratos e baratas,
Esses dias eu li algo sobre sobreviver.

Botei o relógio pra tocar na mesma hora
e acordar nú, trépido e faminto.

Esses dias foram de frio, com o Sol gritando.
Outra ironia que gela os dedos e o peito.

Esses tempos eu vi morrer,
as palavras, a minha sede, as crenças e os sonhos.

Esses tempos vi de perto os olhares mortos de meia idade
e junto deles somei, sumi.

Esses dias o suspiro amorfo veio junto do sono.
Os ossos se renderam na cama fria.

Mas hoje eu ouvi dizerem sobre ratos e baratas.
Hoje eu li algo sobre sobreviver.

Foi assim que percebi, que só precisa coragem pra continuar.

Ir ao post original

Amor de muito longe

29/04/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Hoje senti saudades dos meus versos proféticos,
Deve ser as férias longas ou a idade destruidora [que afastam as minhas certezas]

Hoje senti saudades das minhas verdades,
As cegas e as possíveis.

Senti saudades das mesas
e quando a gente ria sem se preocupar.

As garrafas se acumulam na sala.
As roupas suadas exalam o cheiro nativo do álcool
E de um amor que se perdeu em algum lugar.

Ir ao post original

Joan Jett do agreste

28/04/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Faz tempo que perdi a habilidade de escrever as meias poesias que tantas vezes me convenci que eram boas. Faz tempo que ela ia no bar e ria comigo.E pensando nisso, hoje fiquei, no banco, solitário, alto nas minhas garrafas de cerveja. No mesmo bar esquecido, que nem ela e nem eu voltou mais. Só que hoje, hoje eu fiquei até mais tarde, no alto das minhas cervejas, nesse bar esquecido.

E as vezes ela volta, a minha Joan Jett do agreste, que mora perto da República com seus três gatos, que tem nomes que eu me recuso a decorar, só pra deixa-lá brava. E assim com três toques no meu ombro surje a moça de calça colada, cabelos negros e seu semblate soturno. A minha Joan Jett do agreste. Ainda bem que sem os gatos, mas com a mesma risada que tantas vezes decorou as madrugadas que a gente ficava enchendo a cara na sua sacada.

Ela diz que estava longe, bem longe, daqui e do agreste. Lança o riso, arranca um meu. Ela diz que sumi, eu arrisco, hesito, ela sabe.

Silêncio.

Seus olhos estudam o velho bar, acho que confere se algo mudou, se na janela ainda tem o mesmo pó de antes. Ela sabe, entende. Meu olhar no seu decote é como se disesse que no pó estamos nós, buscando refúgio em noites já vividas.

Eu encaro mais uma cerveja, ela encara seu meio martini meio éter concentrado. Passam duas horas e ela já sabe que eu nem mais hesito, que nem mais me arrisco. Ela fala que vai se mudar, pra um lugar melhor, onde os vizinhos não brigam tanto, onde o olhar do porteiro não reveze entre sua bunda e olhos congelados de pudor. Quem diria Joan Jett me convidando pra zombar o porteiro, pra uma bagunça de fazer inveja aos vizinhos, eu desvio, mesmo com a persistência de suas pernas.

Me permito o riso, agora ela é a moça aflita que defere carinho aos gatos e assustada convida um cara por noite pra zombar o porteiro e os vizinhos. Agora sou o cara que não hesito, não arrisco.

A Joan Jett dos meus sonhos, de um agreste próximo daqui, da praça da República deliquente, ajusta sua calça colada, vira de uma vez seu décimo meio martini meio éter concentrado e some com três toques no meu ombro.

Ir ao post original

Recordar é viver

13/03/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Um chá e uma vela

A noite guarda os anseios de quem tem medo do escuro mas pode usá-lo para se esconder da luz opaca que pode infringir seus desejos mais secretos. A noite guarda o sonho dos que não creem mais que num relâmpago de luz quase acreditam novamente acordam e vão a rotina de cada dia. A noite […]

Leia mais…

09/11/2012 Zumbido Fugaz

Garoa

Por ventura eu estou ficando cansada é só do mundo e de mim esse esmalte é tão comum essas expressões e pessoas… A cobrança é sempre a mesma o discurso continua igualmente preso as calças de cintura alta voltaram me recorda isso o eterno retorno que tanto atormenta uma jovem amiga… Mas chega um rapaz […]

Leia mais…

27/06/2013 Sonhos Viciados

Você nasceu para ser sozinho

Você nasceu pra ser sozinho Palavras duras pra talhar no peito. De um corpo nulo e mente solitária. Igual aos que eu carrego, segundo ela: Você nasceu pra ser sozinho. […]

Leia mais…

10/05/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Júlia

Eu escrevia um artigo sobre como prestar os primeiros socorros para cães e gatos, algo meio estranho que meu chefe solicitou, mas muito útil. Então me surgiu a dúvida: excessão ou exceção? Talvez nunca tenha escrito essa palavra, pois nunca fui um cara de exceções, mas sim um cara normal que estava estudando medicina veterinária […]

Leia mais…

19/07/2013 Gritos do Nada

Ya no queda nada

Não conheço mais ninguém que queira ouvir minha história A tristeza, já distante na memória, confunde real e surreal Então abro a garrafa e misturo o álcool a tudo Aos sucos, as dores, as histórias e a gelo, muito gelo Pra ficar frio como era ela… como era… E ainda é, e ainda lembro e […]

Leia mais…

30/04/2014 Sonhos Viciados
Só restou os desavisados, ficarei eternamente preso no segundo que antecede o primeiro raio de luz da manhã.

Mergulho nos teus muros vigiados

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: