03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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A noite vem…

05/04/2011 Colunas - Gritos do Nada

Vem a noite do abraço frio
Vem a noite, a noite que me partiu

Com seus olhos viciados,
de vidros velhos e trincados.

Vem a noite, a noite louca
Que fedendo a cigarro me beija a boca

Que me esconde em sofás sujos,
Com cheiro de sexo, imundos

Vem a noite, não quero saber
Se tudo der certo, vou me foder

Pra rastejar entre as vielas,
E quase decrépito procuro suas pernas

Vem a noite, a noite vem
E no fim da noite ninguém tem ninguém

Nessa noite longa, onde todo sim foi não
Quem foi esperto não esperou nenhuma salvação.

Vem a noite, a noite livre
E quando a noite acaba ninguém mais vive…

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A rua me chama…

30/03/2011 Colunas - Gritos do Nada

E sim, veio de novo a feliz sexta-feira
E não, estou em casa… e a rua não me chama
E nos derradeiros dias vivendo a minha maneira
Espero ter nesse dia a doce calma de quem ama

Mas não! Vá se foder essa preguiça justificada
Quero sair, quero viver, andar sobre minha história
Não vou chorar, já velho, por uma vida tão parada
E por isso vou sair, e vou seguir a minha via

É, a rua parece minha parceira
Fagueira rua que me chama de amor
Essa rua tão amiga que vira até ladeira
Em que um bêbado como eu nem sente sua dor

Estou passando, já é hora, devo parar
Velhos cabelos que caem pelo chão
Espero o dia de ficar cansando e voar
Chorando pelo amor que senti e foi em vão…

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Amor

24/03/2011 Colunas - Gritos do Nada

O amor é como um balsamo que te cega
É algo que de tão bom é quase ruim e te quebra
É como um monstro doce que te agarra e te pega
Uma mentira que se conta sorrindo, achando que há verdade nela

É algo que nos completa, tirando tudo que temos
E pensamos saber, o que de fato não sabemos
Idiotas, achamos poder dominá-lo, e não ele a nós
Imaturos, achamos poder seqüestrá-lo, e não ele a nós

Atroz dor que não para e nem dói
Maldita alegria, que de tão boa não vinga
Dorzinha chata e boa na boca do estômago
Cada vez que vejo aquele anjo que caminha

Será verdade aquela dor que desatina?
Será que sei mesmo o que é amar?
Sei sim e posso dizer com certeza meu Senhor
Não há no mundo além de mim, quem mereça mais o meu amor

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Se a Morte…

19/02/2011 Colunas - Gritos do Nada

Se a Morte tivesse uma cor ia ser um alegre fúcsia
E derramaria de suas roupas, e seria ópaca e brilhante

Se a Morte tivesse uma cor
ia ser uma mistura mágica dos azuis e dos vermelhos.

Se a Morte tivesse um cheiro ia ser fácil de saber
Com medo sentiríamos arder o nariz e lágrimas escorrer

Se tivesse morada ia ser perto do Sul.
Longe daqui. Em algum lugar onde não se pode ir
Em uma estrela pouco iluminada, cercada do luto preto do espaço

Um homem de rijos músculos guardará a entrada.
Segurando sua serpente de duas cabeças.
E quem iria tentar invadir a casa da Morte?

Se a Morte soubesse as horas nos levaria nas alegres
Pra que em sua barca tivessem sombras dos sorrisos
E que no seu caminho pudéssemos perceber a beleza de morrer

Se a Morte tivesse pena, ah se ela tivesse, crianças iriam ficar
Pra poder envelhecer e não ser mais motivo de pena…
Se a Morte poupasse o céu era vazio…

Se a Morte tivesse um rosto, teria um lindo sorriso
E seria horrível, grotesto olhar em seus olhos
Se a Morte tivesse um rosto, só veríamos uma vez

A Morte caminha sorrindo, talvez fosse capaz de cantarolar…
E dos seus olhos, tristes olhos, as lágrimas caem sem parar.
Alegre por viver? Triste por matar?

A Morte é cega, só pode ser…
Só assim pra não saber que fúcsia não é alegre
E que não se morre quando se parte, se morre quando se para de viver…

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Medo!

Puta merda! Perdi meu medo…
Caramba, onde será que deixei?
Estava aqui, bem preso no meu peito!
E agora sem ele, o que farei?

Me segurou tantas vezes, agora, como vou parar?
Sem o medo aqui, gente, o que pode acontecer?
Será que agora vou fazer escolhas sem vacilar?
Finalmente parar de só pensar e fazer?

…

Droga! Sim, o medo voltou…
O mundo ficou muito grande sem o medo pra me podar
E o mundo fica lindo, enorme, gigante…
Que medo! Deixa eu voltar pra baixo da estante…

Li num livro, nem preciso viver…
Vi na novela, chorei sem precisar levantar!
Lá no jogo, ele fez o gol que quis fazer…
E a minha vida? Pra que vida? Tenho vidas!
E vivo elas em espaços diferentes, tem a vida dàs 6, dàs 7 e dàs 9!

Não me orgulho! Ok, nem ligo!
Abro refri e vejo o tempo passar..
Não fiz uma só coisa nessa vida…
“Vivi e nada aconteceu!”

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Recordar é viver

16/05/2013 Sonhos Viciados

Axioma de um coração em coma

Binóculos para janelas fechadas. Ela não sai de casa, trancou a casa do coração. Lápis no olho, calças novas, Vaidade demais para espelhos nulos.

12/06/2011 Gritos do Nada
Quero inventar histórias, contar causos Onde a heroína a ser salva era você, e eu herói atrapalhado a te salvar!

Feliz dia dos Namorados!

21/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

A moça do tempo

A moça do tempo e sua beleza impecável. Meus desvios de conduta, minhas piadas detestáveis. Hoje faz frio, aqueles de deprimência européia. Garoa fina e o velho ditado. Chove e não molha. Meu silêncio irreparável. O inverno começou. A moça do tempo e seus alertas sedutores. Continuo o mesmo garoto idiota. Não dou a miníma […]

27/01/2016 Sonhos Viciados
Cavo um poço com as britadeiras dos meus olhos sangrentos e os estilhaços lapidam os corações de todos os seres rastejantes do vale do Anhangabaú.

Piazzas VI

05/03/2014 Gritos do Nada

Acordei de ressaca numa quarta-feira de cinzas

Acordei ouvindo os carros e corriam dentro da minha cabeça Dormi na sarjeta e por ela corre confete que escorre da rua Por mais que não lembre, essa dor não deixa que eu esqueça Acordei na rua com a ressaca quarta-feira de cinzas

19/06/2011 Sem categoria

Inverno

Frio, coberta, banho quente,pé gelado,sono atrasado Segunda, terça, quarta-feirauma semana,que saudade imensa Ódio, diálogo, conversabrincadeiras, olhares,barro,balsa,beijo! Desejo, Newton, seduçãopaixão,traição,coração… Pé gelado!

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: