26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Calendários e Feriados em Camburi

05/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Era um dia, mais um dia qualquer
Que passava pela janela semi-aberta
Num prédio esquecido de uma rua a esquerda

Com desejo ela olhava o calendário na parede
Aquela imagem de uma praia desconhecida
Que permeava seus sonhos, esvaziava sua vida

Era papel de parede no seu desktop
E entre alt/tabs sempre ela via
A intocada, sua praia perdida

No metrô, nos comerciais de tv
Procura encontrar a imagem que fascina
E no quarto do velho prédio sonhava sozinha

Que segredos procura guardar?
Olhando fixamente a imagem parada do mar?
Quis tanto o fim nas areias, o que esperar?

Era quinta, outra quinta qualquer
Seu destino mudou, mudou sua vida
Espera o ônibus, procura sua saída

Descer a serra, ver o mar, sumir
Entre as areias desconhecidas
Desejar com medo se destruir

Ela queria sua praia, viver
E nas areias molhadas de Camburi
Pobre menina, quase nada pôde fazer

Acabou o feriado, e a imagem está lá
Ainda permeando seus sonhos dourados…

Sua vida é uma espera, quem sabe tem fim…
Um fim onde todas as horas são dela,
E os tais dias úteis são dias de fugir

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Escondam suas bandeiras

Ei! Bravos e Bravas.
Escondam suas bandeiras,
suas máximas.

Façam uso da navalha,
com a destreza de um madame satã.
Escolha o modo,
afeminado ou um viking retardado.

Não importa,
Só afie a navalha,
junte meias limpas e novas toalhas.

A nossa face já não aceita essa pensão
programada, dizimada.
Herdada na nossa tão esquecida história.

Me junto aos que enchem garrafas de gasolina nos quintais,
nas redações de trincheira que emitem frequências dessa revolução.
[silenciosa]

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Recordar é viver

22/08/2012 Gritos do Nada

Numa noite qualquer

É a porta suja de mais um cinema fechado, e é lá que ela esta esperando por algo que a faça correr dali sem pensar. Lá tem papéis velhos, revistas velhas de ofertas do WallMart, papel higiênico sujo, camisinhas usadas, sujeira e mais sujeira, lá tem tudo que ninguém quer mais… E ela está no […]

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12/02/2014 Gritos do Nada

As ruas não gritam o que se GRITA nas telas

E a colonista das mil e uma noites esbraveja! Contra bandidinhos defende justiceiros fora da lei De um lado do muro se fala em direitos humanos E alguém grita do outro lado: “Para humanos direitos”! […]

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28/10/2011 Backstage

Quando morrer vou dar meu caderninho a um nobre garotinho

Ia ser um poema sobre amor. Queria botar os anjos no meio, pois fiquei pensando que eles não tem sexo e daria pra tirar algo disso. Mas não saiu nada bom. Dei de cara no meu mais recente caderninho, não que ele seja novo, mas é o companheiro que carrego.E tem bons fragmentos nele. Então […]

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30/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Estive fora uns dias

As vezes eu sumo.Do mapa, dos meus cantos.As vezes eu desapareço. Dai ela liga,Diz que sente falta,Pergunta por onde eu estive. Indaga se foi os narcóticos.Diz que é melhor eu me cuidar,Mas eu só estive longe esses dias. Dela, dos meus cantos.De mim mesmo. […]

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04/06/2011 Gritos do Nada

Não pensei num nome…

Dos medos justificados eu sorri Da seriedade dos dias cinzentos eu fugi Passei os melhores dias ao vento Entre as putas e os seres sem lamento. Corri entre os carros, perdido Morri nas noites de altas doses Chorei pelos corpos e nos copos Sem medo te beijei as dores e chagas Sobre os escuros escombros […]

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09/08/2011 Sonhos Viciados

O silêncio dos lobos

Cheguei cedo demais em casa Dei de cara no espelho. Senti o amargo do silêncio. Vi as cinzas do meu último incendio. Dei de cara com a culpa. Face suja, empoeirada. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: