18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Patético

15/05/2009 Colunas - Sonhos Viciados

A única esperança que insiste
é a da noite.
Com seu respirar angustiante.

Só restou essa esperança.
Nem mais as bandeiras,
as ideologias mentirosas.

E só o riso pras pessoas distorcidas.
Eu encho corpo de um gole foraz.
De um gole maldito de ácido.

Só pra poder suportar o dia,
e todas conjecturas que ele carrega.
Aguentar toda essa gente e seus escarros infelizes.

Infeliz e sombrio como minha cara,
neutralizada pela sombra de um pico.
Sufocada por mais mentiras e
meias ilusões viajantes.

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Moça, eu sou um cara alegre

13/05/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Hoje acordei cedo,
Lúcido, trabalhador.
Risonho e esperançoso.

Despertei antes da Luz do dia,
comi pão integral e uma fruta.
Pensei em escrever cartas[pra todos conhecidos]

Fazer um verso alegre,
pensei numa piada pra te roubar um riso.
E tudo, Moça, é um eterno vislumbre,
um rastro saboroso do que nunca vamos ser.

Ainda creio nas pessoas, gosto de cartas
mãos dadas e uma tarde deitado num parque.

O resto é tudo bobagem pra se divertir nos intervalos

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Quem apertou o voltar?

11/05/2009 Colunas - Sonhos Viciados

A mente desafina,
como o andar nessas noites delirantes,
A moça implica,
e fica gosto de plástico com traços tangerina.

Os guardanapos são misérias,
frases descontínuas de falsos escritores,
que se foda os Anjos e seus escritos rebuscados.
A noite silencia e a mente fica sufocada na morfina.

Sufocada.
Só penso em me livrar das tampas no balcão,
das pegadas que denunciam meu caminho.

Mais uma vez, estive louco pra dar um tiro.
Mais uma vez eu estive louco.

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Recordar é viver

11/11/2013 Sonhos Viciados

Eu sou uma fração de segundo

Eu sou a fração de segundo que antecede: Um beijo molhado; O cruzar de pernas da Sharon Stone; Um soco na cara; Um palavrão solto em alto e bom tom. Sou um segundo breve de hesitação: Que excita os amantes; Satifaz o ladrão; Assombra os assassinos; Mar de insônia aos mendigos. Pobre coitado, já nasceu […]

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04/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Oração matinal

Fiz desse opiário minha oração matinal. Prece customizada para seres imorais. Sem remédio, receita e bula, Mas com todas as contra-indicações. Uma oração de bom grado, que não substitui e nem anula todas as outras. Só confirma e autentica em cartório. Um amuleto. Dente de alho para dias repetidos, comuns ou viciados. Não tem santo […]

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11/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Meu balão de ideias assombrosas

Meu balão negro de ideias. Inflado no soprar da succubus Judith Não me acorde, meu amor. Sonhos negros mancham de cinza meu coração nublado. Judith, carinho, não me acorde. A chuva da cidade não lava e meu balão de ideias assombrosas vai livre, voa sem destino. Judith vai embora nos restos de janela que ainda […]

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02/05/2013 Sonhos Viciados

Anoitece meu espirito numa madruga sem faróis

Anoitece meu espirito numa madruga sem faróis. Perco a hora do trabalho lendo os relatos de uma prostituta. Correr atras do trem não vai salvar o seu relógio. Ela pintava as unhas do pé de vermelho, batom mate e suaves desesperos alimentados por carnes atrasados. Cobrança por hora. Será que devemos correr? […]

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27/03/2013 Colunas - Sonhos Viciados

Ler autores pudicos não me comovem

Inspirar, reagir. Hesito um conjunto de palavras. Escrevo e reescrevo – apago! Uma alma em estado insignificante, nenhum discurso elaborado. Palavras sujas, censura no instante primeiro. Se não inspirar vomita o suco biliar. Ler autores pudicos não me comovem. […]

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20/06/2012 Gritos do Nada

Vou gritar!

Vou sujar esse mundo! Vou dizer o que quiser Vou gritar palavrões pela rua! Elevar o tom de voz… Pra dizer coisa atroz Ao perdido, ao mendigo Ao povo que entra no trem… Gritar umas verdades! Ou clamar por seriedade? Ao homem que vende balas no sinal Mas, por favor, não me leve a mal […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: